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231011_psp-policia-a1cdPortugal - SOS Racismo - No dia 15 de Outubro, por volta das dez da noite, a PSP agrediu várias pessoa na Arrentela (Seixal).


Alegadamente a PSP terá respondido a uma denúncia de ruído excessivo fora do horário legal. Alegadamente terá havido respostas inflamadas e terão sido chamados reforços. A PSP acabou por enviar (de acordo com o que se vê num vídeo divulgado na internet) para o local cinco carros patrulha e uma carrinha... pelo menos.

Uma história de má conduta policial pode ser …habitual? Um vídeo de violência policial pode não contar a história toda. Mas quando se juntam muitos episódios, várias fotos e vídeos, ao longo de muitos anos, ficamos com uma forte impressão de que há uma cultura de crimes policiais no Seixal, de cultivo de uma cultura corporativa local de nós-contra-os-miseráveis.

Os abusos policiais alimentam o ressentimento e no vídeo divulgado na net são notórias várias violações de deveres legais e deontológicos: uso injustificado de bastões, opção por espancamento em vez de imobilização, incorrecto manuseamento de armas de fogo. Se o som fosse melhor provavelmente ouviríamos linguagem desadequada (é um eufemismo) da parte de agentes. Sabemos que a qualidade do desempenho de muitos agentes é inferior ao desejável, que a falta de rigor na selecçao de candidatos e a falta de meios materiais se reflecte na qualidade global do trabalho da PSP. Sabemo-lo e não podemos aceitá-lo.

Existem boas práticas identificadas (quer por um número reduzido de agentes bem formados, quer por ONGs), existem várias soluções propostas para controlar a qualidade da actuação policial. Infelizmente, existe também falta de vontade política para "comprar uma guerra" com interesses instalados nas várias polícias, para extirpar das polícias os funcionários incompententes e para implementar boas práticas.

Na Arrentela vive-se, há anos, em estado de sítio. Na Arrentela muitxs são alvo da violência ilegal de milícias que escondem nos uniformes. Se fossem implementados mecanismos de documentação em tempo real da actuação policial provavelmente demonstrar-se-ia que há uma cultura de demonização dos pobres, de racismo, de mil e um preconceitos e desonesidades nas cabecinhas de muitos daqueles agentes. Uma cultura alimentada pelo sensacionalismo sabujo que domina as empresas de jornais e tv, cujas fontes de (des)informação são, muitas vezes, os próprios agentes prevaricadores. Uma cultura alimentada pela demagogia de políticos populistas.

Enquanto lhes for permitido que ajam em função dessa cultura continuará a ser alimentado o ressentimento de quem já vive outras formas de exclusão. Na Arrentela, como em toda a parte, urge que haja coragem para enfrentar a incompetência e o crime no seio das polícias. Urge que se perceba que a "unidade de corpo" não se refere ao conjunto de funcionários que usa uma farda mas à unidade em torno da missão, do conceito do que deveria ser (e tantas vezes não é) a polícia. Urge que a polícia passe a policiar-se realmente. Urge que a polícia passe a servir TODAS as pessoas.

Através do CMIP.

Foto: Visão


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