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190911_airesMoçambique - Diário Liberdade - O primeiro-ministro moçambicano, Aires Ali, defende a "igualdade de estatuto" entre a língua portuguesa e as línguas locais dos países falantes do português, salientando a importância da diversidade linguística na transmissão do conhecimento e da cultura.


Aires Ali advogou a necessidade da promoção das línguas nacionais, usadas nos países de língua oficial portuguesa, na abertura de um colóquio dedicado ao tema "A Diversidade Linguística nos Países da CPLP", que reuniu em Maputo, linguistas, investigadores e docentes de língua portuguesa.

Por seu turno, o académico Lourenço do Rosário considerou acertada a atribuição do estatuto de língua oficial ao português, logo após a independência, em 1975, mas declarou que já é tempo de o país valorizar as línguas nacionais. Uma vez que diversos estudos apontam dificuldades que a maioria das crianças moçambicanas tem no ensino formal, por terem de aprender em português e não na sua língua materna, é na óptica deste académico momento de "dar um lugar de destaque às línguas nacionais".

O primeiro-ministro moçambicano realçou a necessidade do ensino das línguas nacionais nas escolas dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), elogiando o empenho na reformulação do actual sistema de ensino monolingue, para o estabelecimento da igualdade de estatuto entre as línguas nacionais e o português.

"A introdução deste sistema de ensino variado surgiu num contexto em que estudos demonstraram, não só em Moçambique, mas também noutros países, que é sempre melhor para as crianças que aprendam na sua língua materna", enfatizou Aires Ali.

Reconhecendo a importância da língua portuguesa como veículo de cultura, acesso à informação e ao conhecimento científico, o primeiro-ministro moçambicano sublinhou a importância da interação com as línguas nativas dos Estados da CPLP, para o fortalecimento da cooperação linguística e cultural.

Para que essa interação seja produtiva, defendeu Aires Ali, é necessário envidar esforços no sentido de uma maior harmonia "na ratificação e implementação do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa".

O colóquio "A Diversidade Linguística nos Países da CPLP" vai reunir até quarta-feira linguistas, investigadores e docentes de língua portuguesa dos oito Estados membros da organização - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Com informações do blog Linguagens e do Observatório da Língua Portuguesa.


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