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031012 hospitaisprivadosGaliza - Diário Liberdade - A degradaçom e precarizaçom da rede de saúde pública galega está a favorecer mais do que nunca no passado o florescimento da medicina privada, que se agrupa e aposta na "competitividade".


Doze hospitais privados galegos acabam de se associar na AHOSPGAL (Associaçom de Hospitais Privados da Galiza), um agrupamento que reivindica o papel da iniciativa empresarial no que denominam "sustentabilidade do sistema sanitário galego", baseada em aumentar o peso das empresas graças aos milionários acordos e convénios com a Junta da Galiza através do Sergas.

No seu manifesto fundacional, a entidade privada afirma estar "acreditada polo Serviço Galego de Saúde" e jogar um papel crescente no atendimento sanitério da Galiza, que atinge 85% no caso do funcionariado público. De maneira eufemística, alude à "poupança pública" para justificar o seu papel substituindo cada vez mais funçons correspondentes ao Sergas, graças à política privatizadora implementada polos sucessivos governos e especialmente apoiada polo atual do Partido Popular.

Concretamente, a Ahospgal refere a quantidade de 842 milhons de euros de "poupança anual" no orçamento público galego, o que prova a política substitutória em favor da iniciativa privada que o governo atual costuma negar quando é acusado da reduzir o gasto público em saúde.

A saúde em maos da "competitividade empresarial" e do lucro

Entre as supostas virtudes reivindicadas polos hospitais privados, salienta a "competitividade empresarial", conceito ligado ao lucro capitalista e alheio à funçom social básica que devem cumprir os serviços de saúde em qualquer país.

Tal como fai o governo do PP, os hospitais privados afirmam defender a manutençom do serviço público de saúde, reclamando no entanto o papel complementar da iniciativa privada, "gerando valor" e reivindicando os fins lucrativos que definem as atividades privadas no ámbito sanitário.

Segundo estas empresas, a sua atividade tem um "plus de efetividade" em relaçom à rede de saúde pública, evitando qualquer referência ao desvio de recursos e dinheiro público para esses centros privados, que usufruem financiamento público para se lucrarem e ainda por cima se gabarem da sua "excelência", derivada da precarizaçom do Sergas.

Com belas palavras, o manifesto fundacional da entidade associativa dos hospitais privados consegue vender como favor ou "compromisso social" os acordos e parcerias público-privadas que permitem o florescimento de empresas que se lucram graças ao dinheiro público que deveria ser investido no melhoramento e sustentabilidade de um sistema de saúde público e universal galego.


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