O caso ficou muito conhecido por conta da denúncia pública que o afetado fijo após vários meses de racismo linguístico. Da Torre explica que foi ameaçado com nom ser atendido se nom renunciava a receber a informaçom na sua língua, oferecendo-lhe em troca umha versom em espanhol.
Jesús Manuel explica que "tenho uma carreira universitária, falo alemão e não tenho futuro laboral na Galiza. Poderia encontrar trabalho noutro país mas isso nom é possível por eu figurar, desde 19/07/2011, no registo de doentes em espera do Sergas". Umha "história kafkiana, de discriminaçom linguística, de diagnósticos diferentes e de incompetência do governo Feijó" -diz.
"Em julho de 2011 o CHUVI negou-me o direito legal a ter um consentimento informado para uma cirurgia escrito em galego" -diz Jesús. "Obtive esse documento em novembro depois de muitas reclamaons e de sofrer ameaças de nom me operar se nom assinava o documento em espanhol".
Após 162 dias de espera estrutural, o doente pediu ser derivado para um centro sanitário concertado: o N.S. da Fátima, em Vigo. O racismo linguístico voltou acontecer, mas Jesús conseguiu fazer valer os seus direitos mediante a reclamaçom.
Entretanto, um diagnóstico incompatível com o primeiro derivou-no de novo para o Sergas, entrando de novo na lista de espera do serviço público de saúde (em vias de desmantelamento polos governos neoliberais do PP): "decidi ficar na lista do CHUVI, já que temia que noutro hospital concertado me pudesse acontecer o mesmo que no anterior".
Mas entom, inexplicavelmente, aconteceu de novo: após fazer em março de 2012 o pré-operatório o Sergas negou-se a fornecer (mais umha vez) a documentaçom necessária para a cirurgia em galego, num caso análogo ao que lhe acontecera em 2011.
"Então decidi denunciá-lo numa entrevista coletiva, ajudado pela 'Mesa pola Normalización Lingüística'" e "uns dias depois apareceu o documento redigido em galego".
Apesar disso, o desmantelamento acelerado da saúde pública e a discriminaçom lingüística, fazem com que Jesús ainda nom tenha sido operado, ainda que o pedisse de novo verbalmente no dia 6 de setembro.
O acesso à saúde é para este desempregado um direito pouco mais do que retórico após mais de um ano de espera.
Foto: Texto de denúncia de Jesús Manuel da Torre.

