Cerca de 30 pessoas assistírom à convocatória de concentraçom na sucursal do BBVA na Praça da Mercé de Conjo, Compostela, para exigir umha soluçom para o casal que esse banco quer desalojar da sua casa. A plataforma contra os despejos hipotecários da capital galega chamou a participar num protesto que desde as 12:00 horas trouxo à tona um drama que neste caso afecta a Ragel e Pilar, pessoas migrantes, mas que a cada dia afeta 17 lares galegos.
O Diário Liberdade falou com Ragel, quem explicou que após perderem o emprego ele e seu par nom conseguírom pagar a hipoteca que pesa sobre a sua vivenda habitual. "No ano passado tivemos que deixar de pagar" -explicou. Recentemente, a sua namorada recuperou o emprego. "Fômos falar com o banco para tentar regularizar a situaçom e acabamos por chegar ao acordo de pagarmos 500 €/mês". Porém, quando fôrom formalizar a nova contia "o BBVA dijo que nom lhe valia" e pedírom o pagamento dos recibos atrassados (durante todo um ano no que nengum dos dous tivo emprego) como condiçom para nom deixá-los na rua.
Como "nom temos capacidade para pagar" as demoras que o BBVA parecia necessitar tanto, o casal solicitou entom ao banco o acolhimento à doaçom em pagamento, figura que permite que a entrega da vivenda ao acredor satisfaga a dívida. Porém, o diretor da sucursal do BBVA na Praça da Mercé, num acto de profunda humanidade negou-se a aceitar tal, de maneira que a única soluçom que oferece às duas pessoas vitimadas é ficar na rua e com umha dívida nas suas costas que, provavelmente, nunca conseguirám pagar.
Desesperado, o casal acudiu entom à 'Stop Desafiuzamentos' de Compostela. Segundo explicou a plataforma "há umha semana que negociamos com o diretor da sucursal e ainda nom recebemos resposta". "Estám a tentar prolongar os prazos, desviar-nos para pessoas que nom nos atendem ou que simplesmente nom nos dam soluçom" -dizem. Observam, ainda, que "esta é a estratégia habitual nestes casos".
O protesto, com vigiláncia de dous carros da polícia espanhola desde a distáncia, fijo com que a sucursal envia-se o seu segurança-guardiám ao pé da porta, para ele fechar a porta com chave. Dessa maneira, durante umha hora o BBVA evitou o passo de quaisquer pessoas, incluídos clientes e clientas. Perante semelhante disposiçom ao diálogo por parte do banco, as e os manifestantes continuárom denunciando que os ladrons som os bancos e lembrando que a vivenda "é um direito e nom um negócio", num muito sonoro protesto.
Preocupaçom da direçom da sucursal polas manifestaçons
O diretor da sucursal do BBVA em Conjo nom se importou muito com o futuro da família que quer desalojar, repassando o problema para "níveis superiores". Mas sim que pareceu preocupado, segundo assegurárom da plataforma contra os desalojos, pola imagem que os protestos como o de hoje podem dar à entidade bancária com a que este 'Senhor' se sente tam comprometido.
Assim, quando foi informado de que, caso nom haja soluçom, a plataforma levará o conflito à sede principal no centro da cidade, o diretor "pareceu preocupado" e mesmo "se interessou polo dia em que iríamos".
Durante o acto de hoje, da Plataforma explicárom que haverá umha convocatória aginha e que "nos veremos de novo" na semana que vem.
A daçom em pagamento nom é suficiente
Durante o acto de hoje, a plataforma explicou que, embora no caso de Ragel e Pilar, a daçom em pagamento é o mínimo imprescindível que se pode reclamar, isso "nom é suficiente". 'Stop Desafiuzamentos' exige "o aluguer social da vivenda (isto é: um aluguer que em nengum caso poderá custar mais de 30% do rendimento familiar)" porque a gente "está a ficar na rua".



Fotos do Diário Liberdade, de livre reproduçom de preferência citando fonte.


