Neste 2012 assistimos um dia sim e outro também à maior ofensiva contra a classe obreira e contra o conjunto das classes populares em muitas décadas. Teríamos seguramente que retrotraernos à década dos 30 do passado século com a ascensom dos fascismos para encontrarmos um contexto comparável.
Um ciclo político, económico e social derruba-se perante nós dinamitado polo grande capital financeiro. Todo o edifício europeu-ocidental construído sobre a derrota do nazi-fascismo e o medo ao avanço obreiro e popular, denominado “do bem-estar”, que no Estado espanhol atrasaria a sua cativa implantaçom polo apoio que o regime fascista recebeu dos EUA e das democracias burguesas do contorno, vem-se inexoravelmente abaixo dinamitado desde os seus alicerces polo grande capital financeiro.
A seqüência é clara: abocam à ruína a milhares e milhares de trabalhadores e trabalhadoras, negam qualquer atisbo de um futuro digno às novas geraçons, criminalizam todo o tipo de resposta popular, reforçam o controlo ideológico sobre as maiorias, privatizam o que resta de bem comum, exarcevam o irracionalismo, fomentam a xenofobia e o individualismo, alentam o machismo, modificam a sua própria legalidade à vontade para se perpetuarem no poder, destroem o universo simbólico e as bases materiais das naçons colonizadas… em definitiva querem-nos divididos e enfrentados entre nós. A saída lógica sabemo-la tod@s: o fascismo do século XXI ao serviço do grande capital.
O próprio inimigo esta-nos indicando em conseqüência qual é o nó gordiano que devemos desentravar se queremos ter algumha possibilidade de desfazer-nos da soga que tenhem posta sobre o noso pescoço. Haverá estes dias quem louve a figura de Reboiras, alguns, desde práticas antitéticas do realizado e ideado polo próprio Reboiras, tomarám prestado esta ou aquela fasquia da sua prática comunista e independentista para, resaltando-a, escurecer o legado global do camarada caído. Da FPG temos bem clara umha cousa: o legado principal que nos deixou Reboiras foi a sua constante aposta teórica e prática pola unidade nacional-popular galega contra o inimigo principal, a oligarquia espanhola e o Estado que lhe dá sostém.
A FPG mediante este manifesto reafirma-se na sua linha política de unidade popular, hoje mais que nunca precisamos de umha unidade alicerçada sobre objetivos revolucionariamente realistas, que permitam ao povo trabalhador galego deter e derrotar a reaçom até agora imparável, e, mais alá, avançar cara a nossa independência nacional e o socialismo.
Como deixou escrito Lenine “um dos mais graves e perigosos erros dos comunistas é o de imaginar-se que a revoluçom pode levar-se ao cabo polos revolucionários sós. (…) Sem a uniom com os nom comunistas, nos mais diversos ámbitos da atividade, nom pode nem sequer falar-se de nengumha construçom comunista eficaz”.
Moncho Reboiras a loita continúa!
A FPG fazemos un chamado a participar na homenagem popular de Adiante que terá lugar este martes 14 de agosto na praza do Toural en Teis, Vigo ás 20:30h.


