A ideia proposta é coordenar os esforços que já se fam nos mais diversos ámbitos da vida social galega, em parámetros alternativos ao sistema e com o objetivo de "conformar umha alternativa à sociedade capitalista".
Reproduzimos a seguir, na íntegra, o texto da convocatória, que terá lugar no Centro Social do Pichel, recebido polo Diário Liberdade.
Assembleia aberta para abordar a constituiçom de umha cooperativa integral galega
DIA. 25 de julho
HORA. às 17:30 horas
LUGAR. Centro Social O Pichel (Santiago)
QUÊ. Pessoas vinculadas a projetos galegos autogestionados em marcha convocam a umha assembleia aberta para avaliar a possibilidade de criar umha cooperativa integral galega, com o fim de autoorganizar-se desde baixo, cubrindo todos os ámbitos da vida e conformando umha alternativa à sociedade capitalista.
Compostela, 10 de julho de 2012. Compostela acolherá neste 25 de julho umha reuniom, que é aberta a qualquer pessoa que participe ou queira participar em projetos de autogestom, para abordar a possibilidade de crear unha cooperativa integral galega que cubra todos os ámbitos da vida e conforme unha alternativa organizativa ó actual modelo de sociedade capitalista.
Pessoas procedentes de diversas iniciativas sociais galegas, entre elas gente dos centros sociais (CS Mádia Leva!, CS A Revolta, CS Sem um Cam), do Sindicato Labrego Galego, de projetos educativos e de criança (Associaçom Galega de Maes e Pais Agarimar, Escola Popular Galega), de meios de comunicaçom comunitários, de grupos de montanhismo (AMAL), da ediçom alternativa (Estaleiro Editora), de cooperativas (Acolá S. Coop. Galega ou Hábitat Social Coop. Galega), ou ativistas polo decrescimento (como o coletivo Véspera de Nada ou o professor Carlos Taibo), escolher o dia 25 de julho, polo seu simbolismo, para convocar esta assembleia da que poderia nascer na Galiza um projeto de cooperativismo integral semelhante ós que xa existen noutros lugares como pode ser a Cooperativa Integral Catalá.
O objetivo desta reuniom é promover o diálogo entre a grande quantidade de iniciativas sociais que surgírom nos últimos anos na Galiza e que tenhem em comum a vontade de autogestom de todas as fasquias da vida, desde umha alimentaçom local e ecológica, até escolas populares, comedores, centros sociais, coletividades rurais, grupos de consumo, redes de troco e bancos de tempo, hortas comunitárias, redes de intercámbio de sementes, etc.
O colapso da economia capitalista, incapaz de suster-se em pé a pesar de devorar os recursos naturais do planeta, fai necesaria umha mudança de rumbo que supere o consumismo e a guerra de todos contra todos e contra a natureza. Neste sentido, os convocantes consideran que a saída pasa por construir umha nova forma de vida baseada na ajuda mútua e no respeito ao entorno. Comprobado que non se pode contar com que o Estado nem o Capital ajudem nesta transformaçom social, o grupo promotor crê que chegou a hora de apostar porque seja o povo, diretamente e desde baixo, quem tome nas suas maos o seu destino.
A assembleia do dia 25 de julho nom é umha cita para a tomada de decisons, senom umha reuniom para conversas, perguntar e compartir ideias entre as assistentes. Por isso, nom haverá nengumha premissa nem ordem do dia para lograr que a reuniom seja plenamente aberta e livre. Se na assembleia se percebe vontade real de apostar polo cooperativismo integral galego, será o momento de criar grupos de trabalho que vaiam preparando umha juntança posterior na que se constitua realmente a cooperativa integral galega.

