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CIMG5007Galiza - Diário Liberdade - A manifestaçom foi convocada como resposta ao julgamento em que tentarám envolver ativistas em "banda terrorista". Centenares de pessoas apoiárom a iniciativa.


Com o julgamento dos próximos dias 24J e 25J como motivaçom, umha manifestaçom nacional solidária com Antom, Eduardo, Maria e Teto -as quatro pessoas processadas, todas elas ativistas em movimentos de esquerda e independentistas- percorreu na tarde de ontem as ruas de Compostela.

Nesse processo judicial, que decorrerá em Madrid -a 500 km do país originário das pessoas arguidas- e na Audiência Nacional -um tribunal de excepçom com marcado caráter político- o aparelho do regime espanhol tentará que pola primeira vez se fale na existência de umha organizaçom chamada "Resistência Galega" numha sentença contra ativistas.

Com saída às 19.00 horas da Alameda, centenares de pessoas percorrérom as ruas históricas da capital galega, visibilizando o protesto. Gritos como "Audiência Nacional, tribunal fascista" ou "Nom estamos tod@s, faltam @s pres@s" compartilhárom espaço com berros de "independência" e por umha "Galiza ceive". O ponto final foi a Praça do Toural, depois de percorrer as principais ruas do centro.

Um helicóptero da polícia espanhola vigilou o protesto durante parte do seu percurso, embora a presença repressiva restringiu-se às redondezas da Praça do Obradoiro -onde o principe japonês Naruhito fazia umha visita oficial- e a proteger os escritórios do jornal burguês El Correo Gallego, destacado pola sua afinidade à ultradireita do PP e contra os movimentos populares de esquerda.

Galeria de fotos

O protesto em que se denunciou a implementaçom da "Política Penal do Inimigo" contou com movimentos sociais de todo o tipo, forças políticas e pessoas que se somárom individualmente. Oferecemos a seguir umha galeria fotográfica:


Created with Admarket's flickrSLiDR.

Um julgamento estratégico para o projeto capitalista espanhol

Falamos de um julgamento estratégico para o Estado espanhol, através do qual tenciona justificar a aplicaçom do chamado 'Direito Penal do Inimigo', baseando-se na suposta existência de umha organizaçom "terrorista" que, segundo o Ministério do Interior espanhol, se chamaria "Resistência Galega". O dito ministério é o único organismo do mundo que assume por enquanto a existência da dita organizaçom armada. Nem a polícia espanhola nem muito menos qualquer dos tribunais espanhóis (nem sequer a Audiência Nacional) conseguiu até agora justificar falar em organizaçom.

Se no julgamento as quatro pessoas ativistas forem condenadas por pertença à "Resistência Galega", o Estado espanhol conseguirá legitimar a olhos da sociedade e dar força aos meios do regime na criminalizaçom a que, costumeiramente, venhem submetendo as pessoas detidas em relaçom a causas políticas relacionadas com o independentismo.

Iria fortalecer-se, ainda, a aplicaçom do Direito Penal do Inimigo na Galiza, durante anos usado no País Basco, segundo o qual as penas pola comissom de determinados atos variam de acordo a se condizem os interesses do sistema de poder ou som politicamente contrários a estes.

As acusaçons

Eduardo Vigo e Teto Fialhega som acusados de transportar e armazenar artefactos explosivos e de falsificar documentaçom oficial, enquanto a Antom Santos e Maria Osório se lhes acusa de falsificaçom de documentos. A polícia espanhola vê nestes delitos indícios de pertença a umha organizaçom que pratica a luita armada. Eduardo e Teto enfrentam-se a umha petiçom de 20 anos de prisom (8 por "tenência de explossivos com finalidade terrorista", 9 por "pertença a banda armada" e 3 por "falsificaçom de documento com finalidade terrorista"), enquanto a petiçom para Maria e Antom é de 12 anos. Mediante essas acusaçons, o aparelho do Reino da Espanha tentará 'demonstrar' a existência de umha organizaçom que, segundo o Ministério do Interior do país vizinho, se chama "Resistência Galega".

Vídeo-crónica de Galiza Contrainfo

Concluímos incorporando a vídeo-crónica realizada polas companheiras e companheiros de Gz Contrainfo.

 


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