A novidade do processo nom reside contodo tam só nestas extraordinárias petiçons fiscais, mas também na inclusom da "integraçom em banda armada" como um dos tipos delitivos imputados aos militantes.
De se confirmar finalmente esta imputaçom encontrariamo-nos ante dous factos relevantes. Por umha parte, a imposiçom de desorbitadas condenas de prisom a independentistas galegos. Por outra, a certificaçom, a nível jurídico, da tese que a Guardia Civil, o PP e sectores da caverna mediática espanhola defendem desde há anos: a de que na Galiza existe umha "banda terrorista" ativa.
Este ponto de inflexom jurídico abriria as portas a posteriores desenvolvimentos repressivos previsíveis num Estado com o grave déficit democrático do espanhol: avultadas penas de cárcere para cidadáns e cidadás que o tribunal de exceçom defina como "militantes" dessa suposta organizaçom, tortura, previsível ilegalizaçom do que a Audiencia Nacional defina como "a contorna", detençons, eventual aplicaçom da Ley de Partidos, criminalizaçom ideológica, etc.
Sentença política e solidariedade ativa
A sentença de 24J é portanto transcendental e terá um alto conteúdo político baseado em critérios de eficácia na repressom do independentismo, mas repercutirá também, de ser favorável à Fiscalía del Estado, no campo nacionalista e a sociedade em geral, acrescentando a criminalizaçom e a persecuçom políticas e o retrocesso das raquíticas liberdades formais existentes em harmonia com o atual clima de fascistizaçom.
Causa Galiza apela à sociedade galega, a cada cidadám e cidadá e, em especial, aos agentes sociais, sindicais e políticos, a reagir como país, por cima de legítimas diferenças políticas e ideológicas, ante esta ofensiva fascista, configurando umha resposta ampla e plural frente ao juízo e a perspetiva da ilegalizaçom e/ou persecuçom de organizaçons, associaçons e militantes independentistas utilizando como ponta de lança a Audiencia Nacional.
15J tod@s a Compostela
O Estado espanhol está debilitado por padecer umha tripla crise sócio-económica, de modelo territorial e de legitimidade. Aliás, enfrenta processos independentistas em fase avançada em Euskal Herria e o Principat de Catalunya, assim como a normalizaçom e socializaçom em alça das posiçons independentistas na Galiza. Neste cenário, é possível que sectores extremistas da oligarquia decantem a saída a esta crise em chave repressiva. O trunfo das teses da Guardia Civil no 24J seria, de facto, um sinal inequívoco nesta direçom.
É imprescindível pois que a denúncia da repressom política se converta num ponto de encontro e um mínimo comum denominador entre nacionalistas. Causa Galiza chama aos agentes sociais, sindicais e políticos do país, à militáncia em geral e @s dirigentes, a denunciar sem complexos a situaçom dos independentistas presos e a atual ofensiva fascista, assim como a participar na manifestaçom nacional convocada polo organismo Ceivar para as 19:00 h. do próximo sábado desde a Alameda da nossa capital.
Paremos os pés à Audiência Nacional!
Stop à repressom política!
Liberdade presos independentistas!

