O encontro incluiu debates, exposiçons, e salas de tatuagem e piercings permanentes e a preços populares, todas as atividades estám focadas à recadaçom de fundos económicos para o apoio a pessoas presas e projetos anti-repressivos. A base do evento é a luita anti-carceraria e a sua organizaçom é assemblearia e horizontal, ninguem recebeu remuneraçom nengumha e os ingresos vam na íntegra para fins solidários. Com esta finalidade os sete mil metros quadrados do centro social okupado Palavea de Corunha -antiga escola de monjas oblatas- foi o cenário, durante tres intensos dias, do circo solidário da tatuagem.
Exposiçom fotográfica arredor da tatuagem. Exposiçom da campanha cárcere=tortura. Refeitorios veganos para todas as comidas. Buzom de correios com envelopes selados e endereços de dúzias de pessoas presas em Galiza, e também de presas galegas dispersas por outros cárceres do Estado... Estas som algumas das atividades permanentes que houvo ao longo da fim de semana. Além disto, palestras, concertos e zona de tatuagem e piercings a preços populares e para fins solidários durante os tres dias.
A sexta-feira de manhá começou com umha charla de inicio para explicar o que é o Tattoo Circus. O coletivo "Nais contra a impunidade" também falou em palestra exponhendo a perspectiva das maes de pessoas presas, torturadas e até mortas baixo custódia. Outra palestra na mesma jornada tratou a situaçom da "mulher e prisom: a divisom do castigo e encerro desde umha óptica de gênero", e presentou-se a Assembleia de Familiares e Amigas das Pessoas Presas que rematou em colóquio com mais coletivos anti-repressivos.
A partir das oito da tarde começarom os espectáculos: Danza Burlesque e Oriental, cabaret erótico de "Las Inquietas Sisters" e malabares com lume. E depois do ceador, concerto com Carcomedhi, Kaso Aparte, Desbrozadora e Folkólikos.
A jornada do sábado arrancou com umha charla sobre "Cárcere e tatuagem", que tratou a ligaçom das modificaçons corporais com os centros penais, que falou da história da tatuagem e dos significados das pinturas permantes na pele em diferentes culturas. Pola tarde umha nova palestra-colóquio expujo a situaçom das menores encerradas em cárceres, nos chamados "centros de menores", no que a assembleia Ananas explicou a lei penal do menor e a situaçom das crianças encerradas baixo custória estatal.
Os espectáculos circenses comezarom passadas as oito da tarde na abarrotada capela da escola, acondicionada como teatro com a rampa de skate a modo de palco. Cabaret, clowns, dança, teatro, malabares, monólogos e suspensons corporais encherom o seram. E depois do ceador música com Möst Sekret, Reductorxs de Cabezas, Rojo Dos e Neo-kaoss.
E o terceiro dia intensivo comezou com umha charla sobre a experiencia na autogestom de pessoas psiquiatrizadas, denunciando a realidade carcerária dos centros psiquiatricos.
Pola tarde interpretou-se a obra de teatro "Queda terminantemente prohibido sufrir nas paredes" arredor do encerro, com as actrices Clara Gayo, Rula Blanco e Rocío González. Que deu pé a um colóquio posterior. Despois continuarom os espectáculos, com clowns e magia com o mago Charlangas. Após o ceador tocarom Furnier e Noé, Pura Mestura, Stylo Bastardo, Pervertidos Elegantes e Sito Enfermo.
A organización do Tattoo Circus é asamblearia e horizontal. Ninguén recibe ningún tipo de remuneración. Tatuadorxs, anilladorxs, grupos de música e toda persoa que participe o fai de forma solidaria. Únicamente estimarase o pago da viaxe a quen veña de fóra no caso que sexa estritamente necesario por non haber xente do lugar que poda facer este cometido ou por non poderse sufragar a simesmx a viaxe. A todxs se lles dará de comer, consumicións e aloxamento.


