No mesmo dia em que o governo espanhol do PP anunciava o seu rejeitamento total da ILP apresentada pola Plataforma estatal anti despejos, as cidades galegas de Compostela, Corunha e Lugo tivérom escrachos dirigidos às sedes do partido governante no Estado espanhol e na Galiza.
Entretanto, também na capital galega, um casal morreu por suicídio motivado economicamente, segundo as primeiras informaçons publicadas sobre o caso. Um homem de 50 anos e umha mulher de 35 aparecêrom mortos no seu apartamento do bairro das Fontinhas, em Compostela, após se terem disparado num suicídio aparentemente decidido em comum.
A falta de umha pesquisa mais a fundo das circunstáncias, sabe-se que ambos atravessavam umha dura situaçom económica, somando-se assim à longa lista de pessoas que no conjunto do Estado espanhol já se suicidárom devido ao desespero causado pola situaçom económica imposta pola crise.
Campanha mediática e ameaças repressivas nom detenhem os escrachos ao PP
Apesar da maquinaria mediática e propagandística ativada polos governos espanhol e galego, contando com a cobertura do próprio PSOE, contra os escrachos a políticos que venhem protagonizando os coletivos anti-despejos, nesta terça-feira voltou a haver novas mobilizaçons desse tipo, em Compostela, Corunha e Lugo, em defesa do "direito ao teito".
Os dous novos escraches dam continuidade ao registado em Ourense dous dias atrás, dentro da campanha de pressom ao Partido Popular pola sua negativa a levar em conta as propostas apresentadas polos coletivos anti-despejos em relaçom à lei que a direita governante quer impor. O quase um milhom e meio de assinaturas apresentadas no Congresso espanhol nom evitárom que o PP rejeitasse a Iniciativa Legislativa Popular para impor umha lei totalmente ao serviço do poder financeiro e anti-popular.
Lei pró-bancos e propaganda criminalizadora do movimento popular
Nem daçom em pagamento, nem flexibilidade na ocupaçom da morada polas pessoas que nom podem afrontar os pagamentos das hipotecas, o PP pretende manter o endividamento das pessoas afetadas durante anos, inclusive depois de entregarem a habitaçom aos bancos.
Com os meios de comunicaçom burgueses e pró-institucionais em plena campanha propagandística acusando de "terrorismo" os coletivos que protagonizam escrachos, o governo espanhol já ordenou à procuradoria que estude a maneira de adotar medidas novas repressivas contra o movimento popular que protesta contra as medidas da direita governante em matéria de habitaçom e despejos.
Entretanto, a Galiza já registou os primeiros escrachos e os coletivos anunciárom que essas e outras medidas mobilizadoras vam continuar até vencer a política reacionária do PP, que dá continuidade à anteriormente aplicada polo PSOE. A resposta repressiva já se encenou em forma de despregamento de polícia em frente às centenas de pessoas concentradas nas cidades de Ourense, Compostela, Lugo e Corunha. Nesta última cidade, segundo informou o digital Sermos Galiza, a polícia espanhola identificou até 70 pessoas por participarem na mobilizaçom.