A própria aplicaçom da legislaçom dita “antiterrorista” por parte do Estado espanhol contra os galegos e galegas supom umha flagrante violaçom de direitos fundamentais, confinando as pessoas que a padecem no isolamento e a transferência a centenas de quilómetros do seu lugar de residência, amiúde durante anos de prisom preventiva à espera de julgamento.
Porém, as formas que os operativos policiais anti-independentistas tomam no caso galego pioram essas condiçons, nom só pola atitude habitualmente hostil das forças repressivas, mas pola campanha paralela de intoxicaçom e criminalizaçom conduzida polos grandes meios de comunicaçom.
Assim aconteceu nesta ocasiom com o detido e detida na comarca de Trasancos, mas de maneira agravada pola existência de um bebé, filho d@s detid@s, que também sofreu a sua própria “detençom”, sendo conduzido à esquadra policial e mantida afastada da mae e do pai até ser entregue aos famíliares, de madrugada.
Entretanto, fotos de supostos explosivos e outras burdas manipulaçons acompanhárom os títulos da imprensa do sistema, que suspendeu o direito à presunçom de inocência das detidas e ofereceu em todo o momento cobertura ideológica e propagandística à polícia, reproduzindo unicamente a versom quase literal do Ministério espanhol do Interior.
NÓS-UP reclama o imediato regresso de Júlio e Sílvia à Galiza e o respeito por todos os seus direitos como pessoas detidas, devolvendo-as à liberdade quanto antes e evitando assim a habitual condena arbitrária que suponhem os longos períodos de prisom preventiva em regime de dispersom a centenas de quilómetros da Galiza.
Júlio e Sílvia, liberdade!
Basta de repressom contra o independentismo galego!
Direçom Nacional de NÓS-unidade Popular
Galiza, 30 de outubro de 2012

