Dia 23F: contra o golpe de estado financeiro
As marchas, convocadas por diferentes coletivos e organizaçons com diferentes reivindicaçons, mas todos confluentes arredor da crise capitalista, saírom sob a demanda de justiça social e liberdade em até 10 cidades galegas: A Corunha, Compostela, Ferrol, Vigo, Ponte Vedra, Vila Garcia, Redondela, Lugo, Ponferrada, Ourense e Ponferrada, que enchêrom as ruas solicitando o fim dos cortes impostos polas políticas neoliberais.
No fim dos cortejos, deu-se lugar à leitura dum manifesto, promovido na linha dos movimentos sociais aparecidos após 15M, que pode ser lido em galego-português nesta ligaçom.
No caso da Corunha, as mobilizaçons coincidírom com a manifestaçom de afetados e afetadas contra as preferentes. No percurso, as vítimas deste calote realizárom diferentes paragens reivindicativas perante a delegaçom do Governo ou o Tribunal Superior de Justiça da Galiza solicitando, com faixas e palavras de ordem, a devoluçom do dinheiro roubado por Novagalicia Banco sob o engano das preferentes.
‘Grândola, Vila Morena’, banda sonora das mobilizaçons
Como já vem sendo freqüente nas "marés cidadás" convocadas em Portugal, a convocada na Galiza também apoiou as vontades de mudança política na música ‘Grândola, Vila Morena’ do cantor português Zeca Afonso, quem em 1972 apresentou publicamente e por vez primeira em Compostela a hoje convertida em internacional melodia.
Mobilizaçons no Estado espanhol
Para além do marco galego, a chamada Maré Cidadá saiu às ruas em 80 cidades do Estado espanhol. Em Madrid, até quatro marchas diferentes chegárom a confluir diante do Parlamento, com faixas e palavras de ordem contra a austeridade e o pagamento da dívida e solicitando a demissom do presidente do governo, Mariano Rajoi. Após a marcha a maré concentrou-se na praça Neptuno, cercada por um enorme dispositivo policial com cerca de 1.400 polícias, para dar leitura do manifesto ‘Maré Cidadá unida contra os cortes e a favor de umha verdadeira democracia’. Ao menos 40 pessoas terám sido detidas.
Fito na vitória popular no caso de Aurélia Rei
Apesar do engano das instituçons e das forças repressivas, a resistência popular impediu na passada semana, na cidade da Corunha, o despejo de Aurélia, umha mulher de 85 anos com todos os pagamentos de vivenda ao dia.
Foto: Gustavo Rivas

