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vigocavalosDiário Liberdade - Durante semanas haverá importantes mobilizaçons. Destacam a de 2 de março em Portugal e a de dias 23F e 3 de março na Galiza.


Os repetidos ataques do regime contra as classes trabalhadoras galega e portuguesa vam criando um clima de mobilizaçom que, embora nem em todos os casos atinja elevados níveis de conflitividade ou politizaçom, sim é quase permanente no tempo.

Nas vindouras semanas este clima de protesto estará reforçado por várias manifestaçons unitárias que, com diferentes reivindicaçons todas confluentes por volta da crise capitalista, se somarám às manifestaçons setoriais que habitualmente se venhem desenvolvendo em cidades e vilas de ambos os países.

Em ambos os países aprecia-se a coexistência de protestos convocados por plataformas cidadanistas, herdeiras do movimento 'Geraçom à Rasca' ou 15M, e de mobilizaçons convocadas por organizaçons sindicais, sociais e políticas de maior percurso histórico.

Portugal e a Galiza estivérom na rua dia 16

Em Portugal o fim de semana de dia 23 e 24 de fevereiro será de 'descanso' entre a grande manifestação que passado dia 16 juntou milhares nas ruas de 24 cidades a convocada pela 'Que Se Lixe a Troika' para dia 3 de março.

Convocadas pela CGTP-IN, as maiores manifestaçons de dia 16 fôrom a do Porto (umha das maiores dos últimos anos na Cidade Invicta) e a de Lisboa, que encheu a praça do Município e cujas imagens oferecimos na galeria de fotos realizadas pelo repórter gráfico Luís Nunes, colaborador do Diário Liberdade. A CGTP reclamou a demissom do primeiro-ministro e do governo, aprovando na manifestaçom lisboeta umha "resoluçom" contra o o agravamento da austeridade, o aumento do desemprego e as privatizaçons dos serviços e empresas públicas.

Na mesma data, várias cidades galegas -numha convocatória compartilhada com os outros países submetidos polo Estado espanhol- registavam manifestaçons exigindo o direito à moradia e contra a vaga de despejos que a banca e os órgaos do regime estám a perpetrar no país.  A maior delas decorreu em Vigo, juntando cerca de 2.000 pessoas. Porém, a atualidade do caso de Aurélia Rei na Corunha (umha mulher de 85 anos que poderá ser despejada polos interesses urbanísticos da família proprietária do imóvel em que mora há 34 anos) fijo desta cidade o ponto central das mobilizaçons da jornada. A solidariedade em frente à casa continua quatro dias depois.

Nesses dias o 'Grândola Vila Morena', o Hino Revolucionário português, foi cantado em forma de protesto por trabalhadoras e trabalhadores a vários ministros (incluído o Primeiro Ministro Passos Coelho, protagonista de uma vaga neoliberal e anticonstitucional sem precedentes em Portugal nas últimas décadas).

Assim chegará dia 3, para o qual há convocado mais um protesto em numerosas cidades portuguesas sob a legenda 'Que Se Lixe a Troika'.

Entretanto, docentes, operários e operárias dos estaleiros, do setor agrícola, do turismo, do setor público, dos transportes, as mulheres no dia da Mulher Trabalhadora... tenhem agendadas greves e mobilizaçons para as açons de luta que vam decorrer até ao final de março.

Dia 23F: contra o golpe de estado financeiro

Dia 23F a Galiza sairá às ruas mais umha vez. Num protesto convocado conjuntamente em todos os países dominados polo Reino da Espanha, aproveitará-se a data de 23F para denunciar o 'golpe de estado financeiro'. Nesse dia do ano 1981 um conato de Golpe de Estado cuja face visível foi o fascista Coronel Teijeiro, mas cujo comando na sombra provavelmente correspondia a vultos (incluido o próprio Juan Carlos de Bourbon) da mal chamada 'Transiçom' do franquismo para a democracia burguesa herdeira da ditadura. O simbólico da data indica o final da paciência com o herdeiro da coroa espanhola, nomeado no seu dia por Franco e hoje acossado por inúmeros escándalos.

Neste protesto, cujo manifesto em galego-português pode ser lido aqui, promovido na linha do movimento 15M há actos convocados nas cidades galegas da Corunha, Lugo, Compostela, Vila Garcia, Ponte Vedra, Redondela, Vigo, Ourense e Ponferrada. E hoje sexta há concentraçons convocadas nas sedes do PP e subdelegaçons do governo espanhol na Galiza, para as 20:00, no ámbito de umha iniciativa unitária da esquerda nacional galega.

Os territórios lusófonos do Vale do Jálama e Olivença terám em Badajoz a convocatória mais próxima.

Dias 2 e 3 de março: manifestaçom unitária 'pola ruptura democrática e a plena soberania nacional' na Galiza e 'Que Se Lixe a Troika' em Portugal

E dias 2 e 3 de março, novamente, as ruas galegas e portuguesas abrigarám manifestantes.

Sob a palavra de ordem 'Que Se Lixe a Troika' as ruas serão tomadas em Aveiro, Beja, Braga, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Chaves, Coimbra, Covilhã, Faro, Funchal, Guarda, Horta, Marinha Grande, Leiria, Lisboa, Loulé, Ponta Delgada, Portimão, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, além de haver concentraçons em Boston (EUA) e Londres (Inglaterra). Na quarta convocatória dessa plataforma herdeira do movimento 'Geraçom à Rasca' as o os manifestantes esperam encher, como figérom nas ocasions anteriores, as ruas portuguesas com milhares de pessoas. Os horarios som diversos e a listagem de cidades e vilas em que haverá actos aumenta dia a dia. Os dados atualizados podem ser consultados nesta ligaçom.

O protesto que se celebrará na capital galega, Compostela, terá maior carga política. Umha iniciativa inédita na Galiza, promovida por diferentes organizaçons políticas e sociais da esquerda nacional galega: BNG, Causa Galiza, CIG, COG, Fruga,  MpB, NÓS-UP, AGIR, AMI, BRIGA, Comités, Galiza Nova, Isca e LEG.

A campanha terá como legenda "Polo direito ao trabalho, à igualdade, aos serviços públicos e à plena soberania nacional galega. Por um processo constituinte e de ruptura democrática". Também se incorpora umha referência à corrupçom: "Chega já de corrupçom e de destruiçom social e cultural". A atividade central será a manifestaçom nacional de dia 3, com saída da Alameda de Compostela às 12h.

Esperam, portanto, semanas de intensa mobilizaçom que deverám servir para responder perante as agravadas agressons contra a classe trabalhadora e os já enormes escándalos de corrupçom da cleptocracia que aturam estas duas naçons europeas.

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Foto: Histórica manifestaçom em Vigo (Galiza) na greve geral de 14 de Novembro.


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