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070811_jovens_galegos1Galiza - Diário Liberdade - 65% moram em casa de pais e maes.


Só um quinto da população galega entre os 15 e os 29 anos vive exclusivamente dos seu salário, enquanto que 80 por cento é economicamente dependente, e 65 por cento mora em casa dos seus pais.

Assim o mostra um estudo sobre a situação da mocidade galega realizado pela Universidade de Compostela (USC).

O estudo foi levado ao cabo sobre uma mostra de 1.200 jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 29 anos durante Novembro e Dezembro de 2010. Esta análise sociológica consta das mesmas questões que outro realizado em 2007 pela mesma equipa, "para facilitar a comparação" com os dados atuais.

No âmbito da emancipaçom e inserçom laboral, as principais conclusões que se extraem do estudo são o baixo nível de autonomia económica da mocidade, que é o setor mais prejudicado pela crise económica capitalista.

Contodo, para o direitista Ovidio Rodeiro, diretor geral de Juventude e Voluntariado polo Partido Popular, acha que esta dependência dos moços e moças galegas se mantém em parâmetros "normais", e restou importância a o facto de a juventude não ter acesso a uma habitação própria.

Rodeiro ressaltou a elevada taxa de formação académica dos jovens apesar de estes não ganharem odenados suficientes para não depender das suas famílias. Neste senso, assinalou que mais da metade dos jovens eram estudantes, e um "meritório" 13,4 por cento combinava estudos e trabalho.

O estudo reflete também que a idade média de finalização dos estudos é 19 anos, e a incorporação ao trabalho tem lugar aos 20 anos em média entre as jovens, e um ano antes para os jovens, mostrando mais umha vez a discriminação laboral que sofre a mulher.

Entre os jovens que têm trabalho, o salário meio é de 1.031 euros mensais para o sector masculino, e de 889 euros no caso das mulheres. De todos eles, 22 por cento via "provável" ou "muito provável" perder o seu posto no prazo de um ano quando responderam ao inquérito.

Lazer

No âmbito do tempo livre, Rodeiro destacou que os jovens dedicam ao lazer menos quatro horas à semana que em 2007, segundo as comparativas entre ambos os estudos. Ademais, segundo os dados obtidos, incrementou-se de um cinco a oito por cento o número de jovens que não saem pelas noites, e desceu em 20 pontos a quantidade deles que sai todos os fins-de-semana, com um total de 35 por cento.

Dados, com certeza, preocupantes pois sao consequência direta da exploração laboral que deixa menos tempo à juventude trabalhadora para gozarem do seu tempo de lazer, para fazerem desporto, ler, ver filmes, participar de curso, serem criativos ou acederem a qualquer outro produto cultural que elevar a cultura do povo galego.

Sexualidade e novas tecnologias

Por seu turno, nove em cada dez jovens afirmaram ter relações sexuais "completas", e o mesmo número deles considerava-se "bem informado o tema. O temor à sida reduziu-se a 13 por cento, à vez que aumentou 20 por cento o medo a gravidezes não desejadas. A taxa de iniciação sexual mantém-se entre os 17 e 18 anos, do mesmo modo que no estudo anterior.

O uso de novas tecnologias incrementou-se, alcançando 67 por cento o número de jovens que utilizam redes sociais, e 84 por cento, os que consultam o seu correio electrónico a diário.

No que diz respeito a este tipo de condutas --drogas, álcool e violência-- as taxas mantêm-se sem mudanças notáveis, ou bem se regista um ligeiro descenso. O consumo de álcool inicia-se entre os 15 e os 16 anos, e as drogas ilegais consomem-se o dobro entre jovens do âmbito urbano que entre os que habitam no rural. Um quinto dos jovens declarou experimentar maconha, e sete por cento consumiu drogas de "outros tipos".

Desleixo perante o associacionismo juvenil e a política

O nível de violência entre jovens de 15 a 29 anos mantém-se em níveis "baixos", a excepção do "mobbing escolar", que se move por volta de 63 por cento.

A 70 por cento dos jovens interessa-lhes "pouco" ou "nada" a política, segundo os dados do estudo. Ademais, o interesse no "associacionismo juvenil" desceu em quatro por cento desde 2007.

Curiosamente, o director geral de Juventude destacou que o uso do galego-português cresceu em quase seis pontos desde o anterior estudo, passando de 29 a um 34 por cento, dado que contradiz todos os rigorosos estudos feitos por organismos independentes em que são facilmente comprováveis na rua onde a imposição do espanhol tornou-o na língua maioritária do povo por primeira vez na história da nação galega.

Por último, o estudo também diz ter aumentando a identificação com a União Europeia por parte da mocidade galega e ter baixado a percentagem de jovens que se declaram católicos, cifra que supõe ainda 39,8%. As taxas de discriminação racial e de género também desceram a respeito do estudo de 2007.


Com informações de Galiza Hoje


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