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170413 abortoppGaliza - NÓS-UP - O ministro espanhol de justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, confirmou no dia de ontem o compromisso do Partido Popular de derogar a atual lei de prazos, que suporia voltar a um modelo similar ao regulamento do ano 1985.


A reforma tem como principal objetivo "defender a vida do feto", eliminando a possibilidade de interromper a gravidez por malformaçons fetais e também pom em dúvida os riscos para a saúde física e psicológica da mulher, que deverám ser "acreditados". Ademais, pretende regular a objeçom de consciência e obrigar as jovens a contarem com o consentimento materno e paterno para abortar.

Estas propostas em nengum caso implicam que o número de mulheres que decide interromper a gravidez vaia diminuir, sem nengumha dúvida a primeira das consequências será o incremento do aborto clandestino, com o tremendo risco que esta desproteçom supom para a saúde das mulheres.

Curiosamente, as declaraçons oferecidas por Gallardón a um jornal espanhol ultracatólico chegam o mesmo dia que o lider da igreja católica no Estado Espanhol, Antonio Maria Rouco Varela, manifestava o malestar da Conferência Episcopal perante a demora do Partido Popular em cumprir algumhas das suas "promesas eleitorais, entre elas umha reforma da lei do aborto da que já se vinha falando desde 2012.

Trata-se por tanto de umha reforma claramente ideológica e pom de manifesto mais umha vez que o governo espanhol do Partido Popular está ao serviço da Conferência Episcopal e nom tem nengum reparo em ceder a todas e cada umha das suas chantagens. As mulheres estamos no seu ponto de mira, podemo-lo comprobar constantemente nas declaraçons de certos integristas católicos que fam apologia do terrorimo machista justificando abusos e violaçons.

É importante também destacar que embora haja forças políticas que por puro oportunismo critiquem a atitude do governo nom devemos passar por alto que nos anos de governo de ZP também houvo acordos com a Conferência Episcopal e os avanços formais em matéria de igualdade nom forom especialmente significativos, mantendo o financiamento ao integrismo católico, por citar só um exemplo.

De NÓS-Unidade Popular queremos manifestar mais umha vez o nosso rejeitamento a qualquer forma de retrocesso nos direitos das mulheres e insistimos na necesidade de reforçar o movimento feminista galego para evitar que propostas como esta se levem a cabo.

A nossa organizaçom reclama no Programa Tático para a Rebeliom Popular umha série de medidas em matéria de saúde e direitos sexuais e reprodutivos, entre as que destacamos:

· Direito ao aborto livre e gratuito.

· Criaçom de equipas de atendimento primário orientadas para a informaçom sexual desde os centros educativos.

· Eliminaçom na sanidade pública da objeçom de consciência do pessoal sanitário em relaçom aos direitos sexuais e reprodutivos.

· Inclusom na rede sanitária pública dumha revisom ginecológica anual, assim como consultas ginecológicas em todos os centros sanitários, com especial destaque na prevençom e detençom precoz do cancro da mama, atendimento da menopausa e, no controlo de doenças de transmissom sexual.

· Incremento da rede de Centros de Orientaçom Sexual, especialmente dirigidos às mulheres mais jovens.

· Garantia de acesso gratuíto da juventude aos métodos anticonceptivos e à informaçom sexual necessária.

· Gratuitidade da pílula pós-coital, bem como disponibilizaçom da mesma nos serviços de urgência.

Avante a luita feminista!!

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 17 de abril de 2013


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