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lugocaminhoreal104Galiza - Diário Liberdade - A mulher assassinada poderia estar grávida. Recebeu vários golpes de machado.


Umha mulher morreu assassinada ontem ao meio dia no centro de Lugo após ser atacada com um machado. A mulher, de 37 anos, morreu no portal do edifício em que residia em meio de avondosa sangue, e ao lado da que -segundo todo parece indicar- foi a arma que lhe tirou a vida. Terá chegado lá ainda com vida e arrastada pola sua mai em procura de ajuda.

Todos os indícios apontam, ainda, a mais um caso de terrorismo machista. Segundo essa tese, terá sido o par da vítima -com quem fazia 17 anos que convivia sem denúncias de qualquer classe, e com quem tinha três crianças- quem a atacou com o machado. O filho maior do casal, de 15 anos, terá presenciado a atroz agressom, que se terá saldado com graves feridas na cabeça e no ventre da sua mai, perante as quais a assistência sanitária nom conseguiu fazer nada. O suspeito assassino está neste momento detido à espera de passar a disposiçom judicial.

Para completar a maquiavélica cena, segundo diversas testemunhas próximas à mulher assassinada, esta poderia estar grávida de um quarto filho, ponto que ainda nom foi confirmado.

Hipocrisia mediática

A media comercial, com certeza com mais avidez de sangue do que conscientizaçom, e com maior vontade de ser politicamente correcta do que compromisso polo final do patriarcado deu grande cobertura ao salvagem acontecimento. Os jornais comerciais de maior tiragem da Galiza, esses mesmos em que se anuncia carne humana e nos que se perpetuam os estereótipos machistas através nom só da publicidade, mas também, abriam na última tarde as suas capas digitais com o acontecido em Lugo.

Luto e concentraçom

Nem os três dias de luto decretados pola Cámara Muncipal, nem a concentraçom de rejeitamento convocada para as 12:00 horas da segunda-feira polos partidos do regime, vam ocultar que se estes factos som possíveis na Galiza do ano 2013 é graças à violência estrutural que o patriarcado, como componente intrínseca do próprio sistema capitalista, perpetua em contra das mulheres e homens galegos.

Foto: Google (c) - Edifício em que a mulher foi assassinada.


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