A continuaçom disponibilizamos o nosso manifesto para este 8 de março.
8 de março, dia da mulher trabalhadora: As feministas temos muito que dizer
Por segundo ano consecutivo saimos às ruas da capital da Galiza em manifestaçom unitária numha data tam significativa para as feministas como o 8 de março.
Hoje é um dia para lembrar todas as mulheres que ao longo da história sofrerom as consequências do sistema patriarcal: as silenciadas, as oprimidas, as maltratadas, as torturadas e as assassinadas. Representa também umha jornada de reivindicaçom para denunciar um governo cujas selvagens políticas neoliberais convertem-no em cúmplice e responsável direto das variadas formas que adopta o terrorismo machista que suportamos a diário.
O certo é que o cenário nom dista muito da convocatória do ano 2012; mais cortes, mais restriçons e mais precariedade para as mulheres trabalhadoras galegas, som apenas três exemplos da multitude de acontecimentos que se produzirom nos últimos doze meses e que estám derivando numha situaçom extrema que as feministas já temos denunciado em inumeráveis ocassons, mas que nom por isso deixaremos de repetir.
A matéria de igualdade continua a ser umha tarefa pendente nas agendas das instituiçons, e obviamente nom é por acaso. As supostas políticas de igualdade, de por si insuficientes, já tenhem demonstrado nos últimos anos que nom suponhem nengum avanço formal nem facilitam alternativas que podam levar a umha mudança real de cara à adquisiçom de umha sociedade igualitária. Resulta quanto menos hipócrita que a dia de hoje continuem falando de políticas de igualdade quando os cortes em sanidade, educaçom e serviços sociais, e também a reduçom nas ajudas e assessoramento a mulheres maltratadas evidenciam claras intençons de afundir-nos ainda mais.
A dependência económica de muitas mulheres impossibilitam a sua emancipaçom, as mudanças na lei de dependência impedem a sua permanencia ou incorporaçom ao mercado laboral e por suposto a reforma laboral supom umha precarizaçom ainda maior das condiçons das trabalhadoras galegas. Em definitivo, as mulheres continuamos levando a pior parte e se ademais temos em conta a reforma da lei do aborto nom temos nengum tipo de dúvida de que o que pretendem é relegar-nos a assumir um rol de submetimento à força dea perda de direitos que conseguimos através de luitas ao longo da história.
Se há umha responsabilidade que deve recair sobre as mulheres é sem dúvida o compromisso de continuar o caminho que no seu dia iniciarom as nossas prececessoras revolucionárias, e há que fazê-lo incidindo em todos os âmbitos possíveis, sem excepçom. Nom é tarefa nem muito menos fácil, mas estamos convencidas de que a auto-organizaçom das mulheres ante os constantes ataques do governo será determinante à hora de cambiar o rumo das cousas. Nom podemos permitir que as violentas medidas impostas pola burguesia mais selvagem fiquem sem umha resposta clara por parte das feministas.
A nossa organizaçom reclama no nosso Programa Tático para a Rebeliom Popular umha série de medidas urgentes que asegurem um emprego digno e estável para as trabalhadoras galegas. Entre elas destacamos:
Planos de igualdade obrigatórios para todas as empresas, premiando com subsidios e benefícios fiscais as que possuírem alta percentage de mulheres em postos de responsabilidade.
Promoçom de cooperativas formadas por mulheres com subsidios.
Alargamento da rede pública de infantries com horários adaptados ao mercado laboral.
Campanhas reais de inspecçom laboral em todas as empresas para acabar com a diferença salarial, chegando a penalizar aquelas onde haja qualquer tipo de discriminaçom.
Incremento das reformas das trabalhadoras galegas, actualmente entre as mais baixas da Uniom Europeia.
Eliminaçom de convénios com cláusulas discriminatórias referentes à imagem, linguagem, divisom de trabalho por género, etc.
Forçar a demissom de diretivos de empresas onde se denunciassem casos de assédio laboral.
Queremos aproveitar este dia para lembrar mais umha vez às instituiçons que nom conseguirám calar-nos e que continuaremos denunciando cada agressom, cada discriminaçom e cada acontecimento que atente contra nós e que perpetue o patriarcado e o capitalismo.
Confiamos que convocatórias unitárias como a que hoje tem lugar em Compostela servam para reforçar o movimento feminista galego e animem a muitas outras mulheres a fazer parte do mesmo e podamos avançar todas juntas na consecuçom do nosso objetivo comum.
Avante com o feminismo nacional e de classe !
Viva o 8 de Março!
Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 8 de março de 2013

