Marisol Alher foi assassinada há vários dias, no domicílio que partilhava com o seu companheiro na paróquia de Sedes. As investigaçons policiais apontam umha morte violenta em maos do seu companheiro, quem prendeu lume à vivenda antes de cometer suicício. Marisol Alher tinha denunciado a violência que suportava, mas é evidente que algo falha quando o resultado é a morte dumha mulher que decide separar-se dum maltratador.
O tempo já nos tem demonstrado que nom podemos confiar nas instituiçons para conseguir soluçons reais e contundentes que ponham fim a esta lacra que cada dia atinge cifras mais alarmantes. De pouco servem as palavras se nom há umha clara vontade de reverter a situaçom. As e os que sairám estes dias nos meios de comunicaçom com palavras de condolências e pésame som os mesmos que decidírom e levárom avante o enorme corte orçamentário em matéria de violência machista e nas áreas de sanidade e serviços sociais. As mulheres sabemos bem das gravíssimas conseqüências que a falta de recursos geram na vida diária de milhares de galegas -a morte de Marisol é a sua face mais crua- pois somos nós as que temos que suprir com o nosso trabalho "invisível" todos os serviços que deixam de ser prestados. E somos nós as mais empobrecidas e as que nom podemos separar-nos e viver independentemente, pois ficaríamos na mais absoluta indigência. Nom acreditamos de forma algumha em que os políticos profissionais vaiam solucionar nengum dos nossos problemas, bem ao contrário, só servem para incrementá-los ao tempo que eles se lucram com as nossas misérias. Ou pensamos que a privatizaçom dos serviços sociais nom tem nomes e apelidos por trás, que se fam de ouro à nossa custa?
É imprescindível a auto-organizaçom e implicaçom das mulheres e o compromisso e a colaboraçom do conjunto da sociedade para a eliminaçom definitiva do patriarcado em todas as suas vertentes e formas. Devemos organizar-nos em todos os ámbitos para reclamar o que é nosso e combater este sistema capitalista que só produz miséria e dor ao conjunto da classe trabalhadora e com especial virulência para as mulheres. Devemos pois participar ativamente na jornada de luita do 14 de novembro e demonstrar na rua que nom estamos dispostas a deixar que continuem eliminando os nossos direitos alçando à nossa voz alta e clara. Por Marisol Alher e polas milhares de mulheres assassinadas antes dela.
De NÓS-Unidade Popular denunciamos este ato de terrorismo machista e chamamos a participar dos atos e mobilizaçons convocadas polo movimento feminista galego nos próximos dias.
Paremos o terrorismo machista!
Avante a luita das mulheres!!
Galiza, 6 de novembro de 2012

