Outra vez atopamo-nos ante a infantilizaçom das mulheres sem deixar-nos nem tam sequera decidir o que passa dentro de nós.
No estado Espanhol pode-se abortar legalmente desde o ano 1985 segundo a Lei Orgánica 9/1985, aprovada o 5 de julho de 1985.
Mas esta lei só permitia o aborto em tres supostos casos:
En caso criminológico (violaçom), dentro das primeiras 12 semanas.
Que fora necessário para evitar um grave perigo para a vida ou a saúde física o psíquica da embarazada sem límite nas semanas de gestaçom.
Que o feto poidera nacer con graves taras físicas o psíquicas, sempre que o aborto se practique dentro de las 22 primeras semanas de gestación.
O 3 de marzo de 2010 promulgou-se umha nova lei do aborto e entrou em vigor el 5 de julho de 2010. Lei Orgánica 2/2010 de saúde sexual e reproductiva e da interrupçom voluntária do embarazo.
Os pontos que a diferenzam da anterior som:
Marca um prazo de aborto livre para todas as mulheres maiores de 16 anos até as 14 semanas de embarazo.
Permitiran-se abortos a partir das 22 semanas, só se se descobren anomalías incompatibles com a vida ou enfermidade extremadamente grave e incurable do feto.
Como na antiga lei do aborto podera-se interromper o embarazo hasta la semana 22 cuando exista risco para a salude física o psíquica da nai.
Esta nova lei situa a maioría de idade para abortar nos 16 anos. As menores teram que informar aos seus pais se decidem abortar mas, no caso de que aleguem que estam sendo coacionadas ou sofrendo violéncia familiar, nom se deberá informar aos progenitores.
Com esta lei podiamos começar a ver agromar umhas pequenas luzes. Hoje em día vemos como voltamos à escuridade dos 80, a que nos roubem a pouca autonomía a decidir que o nosso corpo é nosso. Estamos exploradas sexual e reproductivamente.
Segundo o ministro Gallardon «As mulheres abortam porque há umha gran pressom familiar e social que as obriga a fazelo» e segundo Esperanza Aguirre «O aborto nom é um direito senom um fracaso». Ate há declaraçons que aseguran que há umha violencia de gênero estructural contra as mulheres por estarem prenhadas. Podem chegar a ser tam manipuladoras que comparam a violéncia machista com um aborto.
O ministro de justiça declara que a nova lei sobre o aborto «se inspirará no direito por excelencia da mulher: a maternidade» E esquece que é umha maternidade escolhida, e esquece outros todos os direitos que se nos negan. Nom vam decidir elas qual é a nossa liberdade, pois a nossa libredade é o nosso direito a decidir.
Agocha este recorte de direitos das mulheres e esta aplicaçom e manipulaçom da igreja baixo a escusa dos recortes económicos em materia de sanidade
Dim-nos que há que defender o direito à vida, mas preguntámo-nos à vida de quem?
Nom se joga cos nossos direitos sexuais nem reprodutivos, imos decidir sobre o nosso corpo sem restriçons nem tutelagens.
Desde a assembleia de mulheres da AMI exigimos um aborto livre e gratuíto fora do Código Penal e na Sanidade Pública, sem que exclua a mulheres jóvens nem migrantes e condenamos a aqueles que nos roubem os nosso direito a decidir. Nós parimos e nós decidimos. Goberno estatal, Alberto Ruíz Gallardon, Esperanza Aguirre, Igreja, Provida, Red Madre...
Estades no nosso ponto de mira!

