É evidente que nas 50 medidas apresentadas no documento fomenta-se, como vem sendo habitual, umha imagem errada do papel reprodutivo das mulheres.
Mais umha vez o Partido Popular teima em que a mulher é responsável do bem-estar da família, enfatizando a sua funçom reprodutiva e vinculando a variável demográfica para justificar políticas retrógradas que defendem, entre outras cousas, que a incorporaçom das mulheres ao mundo laboral foi a causa do decrescimento da populaçom e que, portanto, corresponde-nos a nós como mulheres reverter esta situaçom assumindo novamente o papel reprodutivo.
As mulheres organizadas em NÓS-Unidade Popular queremos manifestar a nossa rejeiçom a esta proposta. Achamos completamente desnecessário e grave que sejam tomadas este tipo de medidas que suponhem um novo ataque aos nossos direitos reprodutivos.
O que verdadeiramente consideramos útil é implantar medidas reais de apoio para as mulheres que livre e conscientemente se decidam pola maternidade, mas também para as que nom optem por esta opçom. Cumpre destacar a necessidade da gratuitidade do aborto na saúde pública para garantir a plena liberdade das mulheres a decidirem sobre o nosso próprio corpo.
Somos conscientes de que esta nom é mais do que umha das muitas medidas que a Junta da Galiza levará a cabo para continuar com os cortes de direitos fundamentais das mulheres. Também sabemos que nom os deixaremos de denunciar.
Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 20 de maio de 2012.

