1.- A eliminaçom do chamado “Fundo de Ajuda para a Integraçom das Pessoas Migrantes”, supom a desapariçom dos recursos que vinham substentando o trabalho de integraçom e atençom especializada a este coletivo que vinham desenvolvendo as administraçons autonómicas e dos concelhos. Parece-nos intolerável neste momento de Crise, a prática eliminaçom dos recursos destinados a umha populaçom que vive, trabalha e reside desde há vários anos aqui, e que sofre de forma especial as conseqüências do alto nível de desemprego. Como agravante indicar que a quantidade detraída desta verba que se elimina dos orçamentos, 67 milhons de euros, é mui baixa num contexto de reduçom orçamental de mais de 20.000 milhons de euros, mas para este coletivo vai resultar drámatica já que supom 100% da quantidade que se recolhia nos orçamentos do ano passado para este fim. A situaçom de Crise Económica nom deve servir de coartada para justificar a nom atençom ao coletivo de pessoas migrantes que tanto trabalhárom e contribuírom para o nosso desenvolvimento económico e que o seguem a fazer também agora.
2.- Este enorme corte coincide com importantes descensos das verbas destinadas a políticas ativas de emprego ou à dependência que castigam também aos setores mais desfavorecidos da sociedade. Conformando uns orçamentos claramente antissociais e que penalizam de forma clara às pessoas que sofrem em maior medida as conseqüências da Crise. Há que ter em conta que o aumento dos custos de subministros básicos (eletricidade e gás) afectam mais também as famílias com menos recursos.
3.- Lamentamos também a fortíssima reduçom das verbas destinadas à Cooperaçom Internacional, que rematam por conformar uns números que excluem as pessoas empobrecidas tanto de dentro como de fora, com um certo sesgo discriminatório para os que moram ou vinhérom doutros lugares.
Foto: 15M Corunha - Manifestaçom polos direitos das pessoas migrantes na Corunha.
Para mais informaçom: Miguel Fernandes (662-307019) ou Rocio Rodrigues (981-580506/600-876460)


