Foto: o atual diretor da Guarda Civil -Arsenio Fernández de Mesa, de origem galega- saúda as tropas
Como na "idade dourada" do franquismo. O regime espanhol persegue abertamente o uso do galego nas estradas do nosso país, mas desta vez nom só se persegue as pessoas que galeguizamos topónimos previamente barbarizados polas "autoridades" espanholas. Desta vez som as próprias empresas concessionárias das autoestradas que recebem fortes sançons económicas de até 3 mil euros.
O "delito"? rotularem diversas informaçons no idioma do País. Até 54 multas fôrom conferidas nas últimas semanas em diferentes pontos da rede viária da Galiza. Essa parece ser a explicaçom da recente substituiçom de legendas em galego polas correspondentes formas espanholas, mediante autocolantes visíveis nas portagens da AP-9.
Supostas disquisiçons legalistas serviriam de base para que o tristemente célebre corpo repressivo espanhol se tenha lançado a umha campanha de multas contra a empresa concessionária das autoestradas galegas, apesar de o espanhol ser ainda o idioma maioritário na rotulagem viária galega.
Polos vistos, o artigo 142 do Regulamento Geral espanhol da Circulaçom será infringido pola nom inclusom do espanhol nas indicaçons escritas dos sinais viários. Essa norma, claramente discriminatória relativamente ao galego, nunca foi utilizada para multar polo uso do galego até agora, quando o PP decidiu pisar o acelerador na perseguiçom do galego em todos os ámbitos da vida social do nosso país.
Para nom baralhar "os de fora"
Como noutros casos já tem acontecido, o recurso à compreensom dos cidadaos espanhóis é utilizado pola Guarda Civil de tránsito para explicar a supressom do galego da rotulagem nas autoestradas da Galiza. Tratando como verdadeiros súbditos os e as habitantes da Galiza, proíbe-se que utilizemos o nosso idioma, pensando em quem vem "de fora", um disparate impensável em qualquer território de fala castelhana no Estado espanhol, em relaçom aos que, também ali, chegam "de fora".
A tímida galeguizaçom da sinalizaçom rodoviária fica assim anulada por via policial, em linha com a "melhor" tradiçom repressiva espanhola, na tentativa de impor o espanhol de vez na Galiza.
Fernández de Mesa, um galego renegado à frente da Guarda Civil
Curiosamente, a atual campanha antigalega protagonizada pola Guarda Civil, sob comando do governo espanhol, realiza-se quando tanto a presidência do governo como a direçom do referido corpo militar está em maos de direitistas originários da Galiza. Se Mariano Rajoi foi nascido em Ponte Vedra, Arsenio Fernández de Mesa, atual diretor da Guarda Civil, nasceu em Ferrol, fazendo parte de umha conhecida família de militares originários dessa cidade galega.
Conhecido polo seu passado ultra em bandos violentos da extrema-direita, Fernández de Mesa é um assumido nacionalista espanhol inimigo declarado dos direitos coletivos do povo galego. As influências familiares e a sua adesom às teses extremistas desde novo levárom-no ao seu atual posto como máximo dirigente político da Guarda Civil.
A Galiza volta a ficar assim condenada à mais crua indefensom diante das arbitrárias decisons de um poder político alheio aos interesses e controlo democrático do povo galego, mostrando os efeitos práticos da sua falta de soberania nacional.

