Os massivos protestos de ontem na Galizae e nos demais países afetados pola Lei Wert conseguírom visibilizar publicamente o rejeitamento unánime da comunidade educativa e da sociedade à LOMCE, também conhecida como Lei Wert. Essa visibilizaçom acaba de ter como consequência imediata o recuo do ultradireitista Partido Popular (PP) em levar a lei hoje mesmo ao parlamento de Madrid.
O PP, que tencionava impor unilateralmente a norma a todos os povos submetidos polo regime espanhol, adiou a decisom para a próxima semana, sob pretexto de ajustar "pormenores técnicos" da parte económica. Na realidade, terám sido as massivas mobilizaçons de ontem em todo o Estado espanhol o que conduz o Ministro Wert e o PP a tentar acalmar a situaçom deixando uns dias no meio.
Segundo informaçons saídas de fontes próximas do partido ultra, o governo de Mariano Rajói terá instado o Ministro da Educaçom a rebaixar alguns pontos da sua lei para tentar apaziguar as cousas, enquanto mantém a sua versom oficial sobre pormenores técnicos.
Entidades galegas fazem avaliaçom muito positiva
Dúzias de milhares de pessoas saírom ontem as ruas galegas para denunciar a lei que veicula o desmantelamento do sistema público de ensino, impondo ademais umha (ainda mais) radical espanholizaçom do ensino. As mobilizaçons nom fôrom apenas nas grandes cidades, mas também em vilas e aldeias.
As entidades galegas que convocárom e/ou apoiárom os protestos avaliárom muito positivamente a jornada. A CIG-Ensino salientou que a participaçom na Galiza foi muito elevada, mesmo em comparaçom com outros territórios peninsulares também afetados pola LOMCE. O sindicato criticou a instalaçom "dum modelo de gestom empresarial" em que diretoras e diretores passarám a ser "representantes governamentais", num sistema educativo em que o galego passará a ter "menor consideraçom académica do que a religiom".
A Liga Estudantil Galega (LEG), a maior organizaçom estudantil galega neste momento, também avaliou muito positivamente as mobilizaçons, mas indica que a LOMCE nom é a única ameaça que o sistema educativo galego sofre neste momento: "a Estratégia Universidade 2015, o decreto 14/2012" ou "a futura Lei de Universidades som outras das medidas que aprofundam as políticas neoliberais a serviço dos mercados".
Outras entidades estudantis e juvenis da esquerda galega ainda nom se pronunciárom oficialmente. Apenas a organizaçom independentista Briga expressou, através das redes sociais, que o facto de que o Governo espanhol nom aprove hoje mesmo a proposta de LOMCE e que este fale de "introduzir matizes" pode acabar por constituir "umha vitória parcial da mobilizaçom social".
A Plataforma Galega em Defesa do Ensino Público (PGDEP) dijo que "com o seu apoio maioritario à greve, [o ensino galego] afirmou firme e rotundamente NOM À LOMCE! e mostrou o seu total rejeitamento a umha lei reacionária, espanholizadora, privatizadora, classista, antipedagógica, antidemocrática, e confessional".
O sucesso dos protestos e o facto de que a LOMCE suponha " um retrocesso de décadas e elimina a igualdade de oportunidades" impulsa a PGDEP para exigir "a retirada deste anteprojeto e um ensino público galego, laico e democrático".
Foto: Briga - Manifestaçom em Lugo

