1º Os modelos habituais de convocatória e mobilizaçom estudantil estám ultrapassados polo próprio movimento real. Datas e ritmos rituais impulsadas por determinadas organizaçons, com a participaçom ativa ou nom de outras, que deixam fora do quadro de decisons e de modelo de intervençom centos de estudantes e ativistas que som incapazes de sentir-se participes do movimento. As cifras de mobilizaçom nom aumentarom, senom que em todo caso diminuirom, respeito a anteriores jornadas de greve estudantil, produzindo-se um perigoso estancamento justo quando o processo de desmantelamento do ensino público galego vê-se acelerado polas medidas do Partido Popular.
2º Ao tempo também achamos necessário refletir a contradiçom que provoca fazer seguidismos de convocatórias de mobilizaçom de caráter estatalista pola simples razom de impedir a sua visibilidade na Galiza. A greve estudantil do 6 de fevereiro produziu-se numha data negativa devido ao próprio calendário académico da universidade galega, com exames em marcha ou recem rematados e com umha longa ponte de Antroido às portas que impossibilidade a construçom de alternativas de continuaçom da luita. A tarefa urgente é erguermos um movimento estudantil combativo, fora do caráter conjuntural e resistencialistas e para isso é urgente contarmos com um calendário mobilizador próprio, alheio ao espanhol e adaptado às nossas características peculiares.
3º Barricadas nos campus universitários, cortes de estrada com material académico, piquetes enfrentando-se com decisom ao autoritarismo reacionário do professorado... o estudantado galego mostrou elevadas doses de combatividade na greve do 6 de fevereiro, resultado muitas vezes de iniciativas alheias aos aparelhos organizativas de tal ou qual organizaçom. O estudantado galego de extraçom popular agredido polo processo elitizador e espanholizador tem um claro caráter plural e polimórfico e a sua politizaçom terá que vir da criaçom de amplas estruturas flexíveis tendentes a umha participaçom o mais ampla, aberta e plural possível. Achamos, desde AGIR, que é hora das assembleias abertas, da mobilizaçom constante centro a centro e das iniciativas originais que gerem adessons e solidariedade. Convertermos a indignaçom em ativismo é a tarefa que nos propomos.
4º As expectativas que puído abrir a greve do 6 de fevereiro, tanto pola apariçom de fenómenos novos como pola possível emenda de erros; nom se virom confirmadas ao longo do mês. A pretensom de criar umha frente ampla em defesa da universidade pública com PAS e PDI devido à reduçom orçamentária semelha-nos umha iniciativa estéril, incapaz de possibilitar a participaçom ativa de amplos conjuntos de estudantes dada a sua essência institucional e que nom passa dumha defessa do status quo universitário. Insistimos, a iniciativa estudantil que impulsa AGIR nom representa umha resistências dos privilégios universitários ou de mera defesa da universidade atual senom que procura romper o enclaustrado corsé que representa a estrutura da mesma. A universidade galega é a dia de hoje inutil ao povo trabalhador e a sua reformulaçom passa pola sua democratizaçom profunda.
5º A nossa aposta passa polo trabalho conjunto, centro a centro, tomando decisons de abaixo a cima, retornando ao caráter assemblear que impulsou amplas mobilizaçons estudantis. É urgente trabalhar numha nova convocatória de greve estudantil na Galiza, mas está deve proceder do ritmo marcado polo conjunto do movimento partindo dumha base assemblear; e deve servir para expressar todas as forças acumuladas, rompendo a normalidade vigente. Querem-nos expulsar da universidade pola via dos factos, convertamos pois a rua num berro que clame pola revolta!


