As mobilizaçons também tiverom um massivo seguimento, destacando igualmente a convocada na cidade de Compostela que juntou a quase 2.000 estudantes numha mobilizaçom que rematou na portas da Conselharia de Educaçom.
De AGIR valorizamos, portanto, mui positivamente esta jornada pois o movimento estudantil respondeu maciçamente o tremendo ataque que esta a sofrer o ensino público, dando aços e esperança a erguer um amplo movimento de massas que obrigue a dar machar atrás às medidas precarizadoras e elitizadoras. Ao tempo, achamos que o sucesso desta convocatória é duplo, pois baseou-se na premissa de que é necessário erguer umha alternativa social para poder exercer umha educaçom dos povos para o povo, umha alternativa independentista e socialista. Agora bem, seria errado dar umha imagem plenamente triunfalista da jornada, achamos que o correto é denunciar certas tendências que pretendem transformar esta vaga de protestos estudantis numha simples campanha publicitária eleitoralista. Os grandes problemas do estudantado galego (elitizaçom, espanholizaçom, privatizaçom...) som irresolúveis dentro do reduzido marco autonómico ou numha sociedade capitalista. Governe quem governe a Junta da Galiza o estudantado deverá seguir na rua para luitar polos seus direitos.
O estudantado da esquerda independentista e socialista galega está a prol dumha amplo e plural movimento estudantil que detenha o desmantelamento do ensino público e que nom seja utilizado por ninguém com objetivos eleitoralistas que só conduzem à derrota e à fustraçom coletiva. Humildemente trabalharemos por consegui-lo e aguardamos atopar-nos no caminho com multidom mais de estudantes.
Viva o Movimento Estudantil Galego!
A seguir reproduzimos o comunicado repartido nas mobilizaçons de ontem:
Contra a desmantelaçom do ensino, luita estudantil e popular!
A crise económica atual, além de ser a mais profunda da história do capitalismo, rompe as leis da métrica pois rima com recortes. Igual que desde 2008, a palavra crise se instalou no vocabulário diário da maioria social, os recortes som o rintintim sonante em qualquer serviço público ou direito social comum ao povo trabalhador. Recortes resultado dumha falsa austeridade que só pretende empobrecer ao povo para abaratar a indispensável matéria prima do capital, a força de trabalho.
E como a todo, os estados burgueses fazem recair a maior parte desta pesada carga nas naçons oprimidas, nas naçons sem capacidade estatal de decisom, nas naçons como Galiza. E num panorama onde o abaratamento da mao de obra é a tendência, o ensino é um serviço a desmantelar, destruindo-o até que num suponho nem um sobrecusto nem um perigoso refúgio de pensamento crítico. E por todo isto saímos o 11 de Outubro, os e as estudantes das naçons oprimidas à ruas dos nossos países a luitar polo que é nosso.
Achamos que estas mobilizaçons por si só nom vam mudar nada, porque o ataque ao ensino público nom é resultado dumha má gestom económica, como se a política educativa fosse realizada em qualquer gestória. Saiamos à rua e encetamos esta batalha porque acreditamos que um sistema onde o ensino seja um direito social inalienável é possível mas que para isso é necessário mudar o mundo.
Sona grandiloquente, mas hoje em dia, mais umha vez, a única forma de ser realista é exigir o impossível. Sofremos um sistema educativo que caminha cara a eliminaçom das bolsas, no que as universidades públicas devem regalar o seu trabalho ao patronato para obter financiamento público, que elimina a pequena margem de manobra em desenho curricular das Comunidades Autónomas, que aumenta de forma brutal às taxas para aquelas pessoas com mais dificuldades para aprovar (estatisticamente as pertencentes às camadas populares), que elimina a nossa história e cultura das aulas... Todo para que a roda do capital siga a girar qual máquina de casino, passando por acima da soberania dos povos e entregando o direito ao ensino só aqueles que podam sufragar-se um centro privado.
O ensino está a piques de converter-se num privilegio por decisom de um grupo de criminais que sem luxar-se aos maos vam condenar à ignoránciae à pobreza ao nosso povo trabalhador. Enfrentámo-nos a um poderoso inimigo e as pequenas competências da Comunidade Autónoma Galeganom servem de parapeito, dada a política re-centralizadora e o governo por Real Decreto do Partido Popular. Assim, é urgente impedir a conversomdo ascenso do Movimento Estudantil Galego numha simples maquinaria eleitoral. A única maneira de assegurar um ensino nacional, público, científico, nom patriarcal e de qualidade é a transformaçom social no caminho da independência e o socialismo.
Por isso, a luita é o único caminho

