Assim, o quadro de relaçons laborais está a ser desarticulado até praticamente eliminar o direito à negociaçom coletiva, a sanidade pública e universal começa a ser substituída por um sistema segregado e de pago, ou os serviços de emprego passam a ser também competência da empresa privada.... E como nom, o ensino é um pontal desta série de desmantelamentos dos direitos sociais e dos serviços públicos, com um ministro do ramo, José Ignácio Wert caraterizado pola verborreia fácil e a ausência de ideias além da ideologia neoliberal que pugna pola privatizaçom do ensino.
O sindicalismo galego de classe convocou, com o fim de luitar contra estes brutais ataques ao povo trabalhador, umha Greve Geral para o próximo 29 de Março. De AGIR achamos que é o momento de dar umha resposta ampla, unitária e popular contra esta ofensiva do capital contra o trabalho que se produz em todos os ámbitos, também no ensino. Desta forma, achamos que a enfraquecida burguesia espanhola só pretende sair desta crise económico-estrutural através dumha maior pauperizaçom da sua populaçom, acompanhada dumha paralela reduçom do nível educativo geral devido ao papel subsidiário que terá o Estado espanhol na divisom internacional do trabalho.
Neste contexto é onde se enquadram a reduçom de bolsas, o incremento de preço das residências universitárias ou o aumento da elitizaçom na universidade e no ensino secundário. É umha ofensiva global que requer dumha resposta coletiva do povo trabalhador galego. E o estudantado galego de extraçom popular sofre numha maior medida esta crise que o alunado das camadas sociais mais acomodadas, pois nós nom podemos sobreviver sem bolsas, nem pagar mais taxas, nem deixar de trabalhar ao tempo que estudamos. Nós, estudantes de extraçom popular, necessitamos o sucesso desta greve geral e vamos trabalhar para que assim for.


