Deslocados e deslocadas da comarca de Trasancos, trabalhadores e trabalhadoras de Navantia e das empresas auxiliares da construçom naval mobilizárom-se durante a manhá de hoje na capital da Galiza contra o abandono do setor por parte dos diferentes governos.
Entre as reclamaçons, umha bem concreta: que o contrato comprometido com a companhia pública mexicana Pemex se concretize já, depois do balde de água fria que supujo o descarte do dique flutuante prometido no passado.
Com um setor desangrado pola perda constante de postos de trabalho, estimada nuns 2 mil e em aumento, operários e operárias voltárom a denunciar a passividade do governante Partido Popular, encontrando como sempre um muro de polícias de choque a proteger o Paço do Hórreo, sede parlamentar.
A queima de um flotel simbolizou o tratamento que a construçom naval está a receber das instituiçons públicas e da própria direçom da empresa Navantia. Os operários e operárias marchárom polas ruas do centro de Compostela, encontrando a solidariedade do povo da capital com um setor estratégico na economia industrial galega.
Entretanto, o ministro das Finanças respondia no Parlamento espanhol em Madrid a perguntas da oposiçom galega, afirmando mais umha vez, contra toda evidência, que "Ferrol tem carga de trabalho para vários meses" e mesmo ressuscitava a possibilidade do dique flutuante descartado dias atrás. Isso sim, fôrom só palavras sem qualquer compromisso concreto nem muito menos verificável...
Também o setor da cultura
Coincidindo com a mobilizaçom do naval, dúzias de trabalhadores e trabalhadoras do setor das artes cénicas e musicais aderírom à jornada de protesto em frente do Parlamento, denunciando a falta de compromisso das instituiçons públicas, nomeadamente do governo autonómico, com o setor da cultura.
Foto 1: CC BY-SA Merixo / Foto 2: Beatriz Couce.

