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051012 cig vigoGaliza - Diário Liberdade - Milhares de trabalhadores e trabalhadoras marchárom ontem polas ruas de Ferrol, Corunha, Vigo, Compostela, Ourense, Ponte Vedra, Lugo, Vila Garcia e Foz, contra as políticas laborais e sociais aplicadas polos diferentes governos.


Foto: Imagem da maior manifestaçom de ontem na Galiza, decorrida em Vigo (CIG).

Convocadas pola CIG, que insistiu na necessidade de caminhar para umha nova greve geral, milhares de pessoas participárom nas diferentes mobilizaçons, sendo a maior a que percorreu o centro de Vigo.

A jornada viu-se envolvida na polémica pola tentativa gorada do PP de que se proibissem as manifestaçons, já que se realizárom horas antes de que a campanha eleitoral para as autonómicas de 21 de outubro começasse. Porém, o recurso do PP foi rejeitado pola Junta Eleitoral e as manifestaçons decorrêrom sem maiores problemas.

Nas mobilizaçons participárom trabalhadores e trabalhadoras de setores afetados por conflitos concretos, ERES, despedimentos, fechamentos, cortes e outras medidas aplicadas polos governos em nome da austeridade e às  ordens da Troika. A defesa dos trabalhadores e trabalhadoras afetadas, assim como do ensino e da saúde públicos, fôrom as palavras de ordem mais presentes nas diferentes convocatórias, que desta vez a CIG realizou em solitário, perante a negativa dos outros sindicatos a aderir à iniciativa.

As manifestaçons respondêrom também à aprovaçom dos restritivos Orçamentos Gerais do Estado espanhol, que suponhem um agravamento das políticas ultra-neoliberais e um preámbulo para o iminente resgate do Estado espanhol, que suporá ainda maiores ataques a direitos fundamentais, que no caso da Galiza estám a sentir-se especialmente em forma de desemprego, precariedade, queda de salários e desmantelamento de serviços básicos para a maioria social.

A resposta social foi significativa, ainda que nom atingisse as 50 mil pessoas contabilizadas pola central convocante.

A necessidade de umha nova greve geral e as eleiçons como pano de fundo

A necessidade de umha nova greve geral, coincidindo com a convocatória realizada pola CGTP portuguesa para 14 de novembro, estivo presente nas ruas galegas, à espera de que CCOO e UGT mudem a sua posiçom contrária à convocatória de umha nova greve geral na Galiza. Em círculos sindicais, ontem especulou-se com a possibilidade de converter a convocatória portuguesa numha greve geral europeia como a que vem sendo reclamada por diferentes setores do movimento operário e popular.

Por outra parte, o início da campanha eleitoral notou-se na presença de faixas e de candidatos e candidatas de forças de esquerda reformista, mas também nos apelos de porta-vozes sindicais à derrota do Partido Popular nas urnas no próximo dia 24 de outubro.

No caso de Ferrol, como já informamos, centenas de operários e operárias evitárom que o PP pudesse iniciar a sua campanha com normalidade. A resposta repressiva foi contundente, com cinco trabalhadores feridos e um sindicalista da CIG detido.


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