Fotografias do Diário Liberdade, enviadas por um leitor, de livre reproduçom de preferência citando fonte.
A diferença do acontecido na Galiza, onde o sindicalismo nacional recua ou anda ao som que marcam os sindicatos espanhóis, ontem no País Basco sul convocou-se umha greve geral, marcada por um alto nível de combatividade.
Corunha, igual que Ferrol (como já notíciamos neste diário), abrigárom concentraçons solidárias com essa jornada de luta do povo basco. A da Corunha, marcada para as 19:30 no Obelisco, foi convocada pola CGT e juntou várias dezenas de pessoas.
Gritos de "Anticapitalistas!, "Esta crise nom a pagamos" ou "Todos no alho ou todos ao caralho..." dérom passo à leitura de um manifesto no que se chamou à luta operária, e que reproduzimos a seguir:
"A situaçom para a classe trabalhadora nom fai mais que piorar: o desemprego continua crescendo e nom tem aparência de se deter, continuam produzindo-se milhares de desalojos, as cantinas de caridade estám ao máximo e por todos lados há miséria, sofrimento e desesperaçom.
Perante isto, a resposta do governo é a de fazer responsáveis pela crise os trabalhadores e aprovar normas laborais e sociais que venhem a agravar ainda mais a situaçom da nossa classe: restriçons de direitos laborais e salariais, reduçom das prestaçons por desemprego, favorecimento do despedimento sem causa, cortes nas prestaçons de dependência, eliminaçom de pagamentos e salários nalguns colectivos e desmantelamento e privatizaçom do público, da sanidade, da educaçom, do transporte público, etc. Para mais piorar, o governo dedica-se a entregar milhares de milhons aos bancos, a conceder anistias fiscais e a subir os impostos dos produtos de primeira necessidade.
E que fazemos os trabalhadores? Em lugar de rebelar-nos e defender com unhas e dentes o que tanto suor e, muitas vezes, sangue, nos custou conseguir, permanecemos impassíveis ou, no melhor dos casos, fazemos tímidas mobilizaçons com a esperança de que os nossos governantes sentam lástima nossa e modifiquem a sua política antissocial. Desta pasividade é responsável o sindicalismo habitual, que confia bem mais na açom política e no pactismo desmobilizador que nas próprias forças do movimento operário. Assim, agora se esforçam em promover e vender-nos um disparatado referendo e umha consulta popular enquanto as listas do desemprego seguem medrando sem fim e a pobreza atinge a cada dia mais população.
Mas om todos pensamos igual; hoje mesmo, 26 de setembro de 2012, milhares de trabalhadores estám em greve geral em Euskadi convocados polos sindicatos combativos, entre eles a CGT. Estes colegas em greve estám nos demonstrando a todos que é possível o confronto com esta partida de lacaios do capitalismo e que já chegou a hora de dizer basta diante de tanto atropelamento e tanta injustiça que o povo está aturando.
Para nós hoje num dia de luita, de denúncia e de combate contra as medidas antiobreiras do governo. Também é um dia de solidariedade com todos aqueles que, como os colegas bascos, nom se resignam, com todos aqueles que nom aceitam a mensagem de que nom há outro meio para sair adiante que a destruiçom dos direitos conseguidos, com todos aqueles que luitam para conseguir uma nova sociedade, justa e igualitaria em vez deste sistema de desigualdade, injustiça e opressom.
Dizem os poderosos que é o momento de dar a mao e de remar todos no mesmo sentido. Nós dizemos que estamos fartos de que as únicas maos que dêem sejam as nossas, de que as únicas costas que se dobrem sejam as nossas e de fazermo-nos bolhas nas nossas mãos de remar, enquanto esses mesmos poderosos seguem enchendo o banduho e desfrutando das suas vida de luxo.
Mas isto vai rematar; para a CGT já está chegando o tempo em que enfrentemos com contundência a situaçom, que ponhamos a esta manda de parasitas no seu sítio e que ocupemos os trabalhadores o lugar de dignidade que nos corresponde como criadores da riqueza social que somos.
Colegas e colegas, sem mais dilaçons nem distraçons, chega o momento de atuar.
SOLIDARIEDADE COM Os TRABALHADORES DE EUSKADI!
VIVA A GREVE GERAL!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!"
Fotografias do Diário Liberdade, enviadas por um leitor, de livre reproduçom de preferência citando fonte.

