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2j00912 inditexGaliza - Diário Liberdade - Em plena crise, Inditex teve uns lucros netos de 944 milhões de euros no primeiro semestre do seu exercício fiscal (desde 1 de fevereiro até 31 de julho), o que supõe um aumento de 32% relativamente ao mesmo período do ano anterior. 


São dados fornecidos pelo grupo à Comissão Nacional espanhola do Mercado de Valores (CNMV), que falam de um volume de negócio do grupo têxtil galego situando-se em 7.239 milhões de euros, o que significa um incremento de 17%, uma percentagem que se situa em 15% a tipos de câmbio mudança constantes. As vendas em superfície comparável do grupo registaram um aumento de 7%.

A área com maior crescimento foi a Ásia, que representa 20% das vendas totais, face aos 17% de há um ano, ao tempo que a América do Norte significou 14% das vendas, dois pontos acima do resultado do ano anterior.

Quanto ao Estado espanhol, reduziu peso nas vendas do grupo, ao contribuir com 22%, quatro pontos aquém do que representou no ano passado, enquanto a Europa (sem o Estado espanhol) supôs 44% da facturação, face aos 45% do exercício anterior.

O lucro bruto de exploração (Ebitda) atingiu os 1.621 milhões de euros, mais 29%, enquanto o neto de exploração (Ebit) se situou em 1.238 milhões, 35% acima de um ano antes. A margem bruta incrementou-se 19%, até 4.313 milhões de euros, o que supõe 59,6% sobre vendas.

Durante os seis primeiros meses do exercício, Inditex abriu 166 lojas em 39 países, até alcançar os 5.693 locais de vendas em 85 mercados, repartidos pelos cinco continentes. O grupo assegurou que continua a ver oportunidades globais de crescimento em todas as áreas geofráficas onde desenvolve a sua atividade comercial.

Investimento no Estado espanhol: 450 milhões

O grupo continua a investir no Estado espanhol, segundo os seus próprios dados, com 450 milhões de euros destinados a atividades comerciais e logísticas, base do crescimento internacional, e uma capacidade de geração de 1.400 novos empregos diretos.

A política de investimentos no Estado espanhol concretizou-se em três factos concretos, segundo declara o grupo: a ampliação da sede central de Inditex em Arteijo, que incrementará em 70.000 metros quadrados a capacidade da área comercial de Zara e Zara Home, a construção do novo centro logístico de Massimo Dutti em Tordera, e a aquisição de uma área de 300.000 metros quadrados em Guadalajara para a construção de um novo centro logístico internacional.

Segundo a multinacional galega, essa política de investimentos permitirá aumentar mais de 200.000 metros quadrados de superfície comercial e logística destinados a sustentar o crescimento internacional a partir do Estado espanhol.

O investimento ordinário este ano estima-se, segundo o grupo, em torno de 1.000 milhões de euros. Adicionalmente, a aquisição de uma situação emblemática em 333 Oxford Stree/89 New Bond Street em Londres supôs um investimento extraordinário de 192 milhões de euros no primeiro semestre do exercício.

Por outro lado, a loja em Internet de Zara começou a sua atividade o 5 de setembro na China, as operações da qual se somam assim às que já leva a cabo em 18 países europeus, no Japão e em Estados Unidos.

Assim mesmo, Zara Home e Massimo Dutti começarão a sua actividade de comércio electrónico nos Estados Unidos a partir do próximo mês de outubro.

Segundo os seus dados, o grupo gerou 9.267 postos de trabalho em relaçom ao mesmo período do ano anterior, até fechar o primeiro semestre de 2012 com uma equipa de 112.468 empregado.

Escravidão e exploração infantil

Claro que o incremento dos lucros não se deve só à habilidade empresarial de Amancio Ortega. Nem sequer se deve só à exploração laboral nas fábricas têxteis que trabalham para Inditex em países como a Galiza. Há mais um fator que ajuda a explicar o crescimento da principal multinacional galega: a escravidão e a exploração infantil.

Nos dados difundidos, nom se faz referência aos importantes problemas tidos em países como o Brasil, devido ao contrastado recurso à escravidão para aumentar a produtividade em países como a Argentina o Brasil, onde Zara (companhia pertencente ao grupo de Amancio Ortega) mantém um litígio com o governo e a justiça por esse motivo.

O trabalho infantil é também um recurso habitual dessa companhia noutros países, como acontece na recolha de algodão para Zara no Uzbekistão.


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