As restriçons nas ajudas de 400 euros durante seis meses para as pessoas desempregadas (Plano Prepara), aprovada no passado dia 25 de agosto, venhem impor novos e injustos obstáculos para poder aceder a essa compensaçom. As pessoas desempregadas nom poderám viver com familiares para compensar a escassíssima ajuda que vinham percebendo e terám que demonstrar que procuram emprego durante 30 dias antes de acederem à compensaçom.
Umha vez mais, o governo espanhol olha para as trabalhadoras e trabalhadores sem emprego como sendo suspeitos de fraude pola sua condiçom de desempregadas, falando eufemisticamente de "incentivaçom da procura de emprego", como se o problema fosse a falta de interesse por parte das pessoas condenadas ao desemprego. Todo com tal de nom afrontar o fracasso total das suas próprias políticas, como antes as do PSOE, única explicaçom para o elevadíssimo índice de desemprego existente no Estado espanhol, o maior da Uniom Europeia.
Em simultáneo, novas medidas antipopulares permitirám o desalojo de vivendas de aluguer de maneira "express", favorecendo mais umha vez quem mais tem, o proprietário, frente a quem passa mais dificuldades económicas, e que se somam às que limitam os direitos no acesso à saúde da populaçom imigrante e, em geral, dos setores mais precarizados e empobrecidos pola atual crise.
Ao mesmo tempo, anunciam-nos novas ajudas públicas milionárias aos bancos para socializar as suas perdas e saneá-los para assim podere continuar a fazer negócio a conta do povo.
Se a isso acrescentarmos as sucessivas reformas laborais, supressons de direitos laborais e as reformas da legislaçom penal para favorecer a repressom contra mobilizaçons, inclusive a anunciada reforma da lei do aborto conforme as normas marcadas polo Vaticano, completaremos um quadro de obscuro regresso ao capitalismo mais salvagem como resposta dos poderosos à crise terminal do sistema.
Frente a estas medidas e a outras que sem dúvida vam vir, NÓS-Unidade Popular reitera o seu rejeitamento e o compromisso inequívoco para favorecer respostas unitárias e amplas por parte do povo trabalhador galego nas ruas, única garantia de vitória para a causa do nosso povo frente à ofensiva reacionária do capitalismo espanhol.
A convocatória imediata de umha greve geral de 48 horas é um primeiro passo imprescindível para afirmar sem ambigüidades a disponibilidade popular à luita polos direitos da maioria contra os privilégios de uns poucos.
Galiza, 28 de agosto de 2012
Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

