Hoje a orgia neoliberal parece nom ter fim enquanto os meios de comunicaçom ao serviço do poder teimam na necessidade destas medidas para salvar a situaçom de urgência. Tam só deixam vislumbrar umha crítica metendo-nos num falso debate de quem "nos salvaria" melhor, se o PSOE ou o PP. Nós nom podemos cair na sua armadilha dialética, a realidade é crua e clara: ambos obedecem ao mesmo amo e ambos vam contra nós.
A pergunta que agora nos fazemos é se vamos consentir o afundamento da classe trabalhadora ou vamos ser quem de organizar umha resposta conjunta contra o desastre. É o momento de falar de unidade sindical, abofé que sim, mas a unidade nom pode tornar-se umha outra palavra prostituída e vazia de conteúdo. A CUT demanda a unidade sindical mas sob uns princípios mínimos irrenunciáveis que devem, sempre e em todo caso, defender os interesesses da classe trabalhadora. Nom podemos avalizar a unidade se nom é em pé de igualdade e tendo a certeza absoluta de que nom se vam dar mais casos de traiçons ao dia seguinte de umha greve (só temos que lembrar a assinatura das reformas por UGT e CCOO ao dia a seguir à greve geral de setembro de 2010). Nom som os momentos de interesses setários que sirvam para tirar rédito a determinadas siglas, nom vale demandar unidade para depois ir cada quem na sua manifestaçom para patrimonializar o sucesso da greve, non valem discursos de grande calado teórico e nula aplicaçom na prática.
A CUT propom a convocatória urgente por parte de todos os sindicatos que operam no país de umha greve geral para a segunda metade de setembro. No período que média até entom é imprescindível artelhar o trabalho conjunto para saber se em realidade falamos ou nom de unidade: assembleias nos centros de trabalho, interlocuçom com todos os movimentos sociais, mobilizaçons prévias para preparar a musculatura...
A greve tem que ser umha demonstraçom clara e sem volta atrás de que a classe trabalhadora toma o mando da situaçom sem remissom e descanso, o início dum caminho de rua e protesto constante até conseguir o objetivo, que nom é outro que a mudança radical do sistema. A construçom de umha nova realidade social, política e económica passa pola participaçom ativa da classe trabalhadora e nom pola chamada a filas em atos de autofortalecemento que só servem para engordar o ego de siglas que cada vez estám mais afastadas da realidade.
O capital e a sua maquinaria tem claro que isto é umha luita de classes, tem clara a sua unidade em torno a um objetivo comum, e frota as maos vendo como outros se dedicam às contradiçons secundárias e aos interesses partidários.
Em setembro devemos convocar greve geral todos os sindicatos, grandes e pequenos, num ato que traslade à sociedade a unidade demandada nas conferências de imprensa e nom nos factos. Esta convocatória tem que ser em pé de igualdade ainda que sendo conscientes da magnitude de cada quem.
Se os grandes sindicatos non assumem esta convocatória teremos que ser outros, os insignificantes, os que iniciemos o caminho com o povo trabalhador que mais que nunca precisa da iniciativa clara.




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