Som, à vez, umha declaraçom de guerra das classes dominantes contra o povo e contra a classe operária. Com razom a deputada Andrea Fabra, num ato de honestidade política, berrava do seu escano a tam célebre e esclarecedora frase "que se jodan". Nom poderia existir melhor exemplo para definir as posiçons políticas dum governo reacionário que nom oculta o seu ódio de classe contra os trabalhadores e trabalhadoras, um governo que suprime direitos básicos aos mais fracos enquanto recompensa banqueiros e contenta empresários e especuladores.
Nom há saída à crise dentro do marco podre e decrépito do capitalismo; a luita nom pode atualmente ser focada só na direçom da recuperaçom de direitos hoje perdidos, eliminados e cercenados pola política criminal e anti-operária das forças do capital.
Nesse sentido, tanto tem a cor da força política que governar; as reformas apontam na mesma direçom e som aplicadas cega e fielmente por umha partidocracia que permanece ancorada na corrupçom, na demagogia e no oportunismo político e se nutre, à sua vez, de umha oligarquia económica reacionária e exploradora que fai do conjunto da miséria e da pobreza das classes trabalhadoras matéria de negócio e obtençom de riqueza. Nom existem vias intermédias para sair da crise. O dilema nom radica entre o ajuste ou investimento, como exponhem os sociademocratas e os reformistas, senom entre umha saída da crise favorável ao povo ou ao grande capital. Ou eles, ou nós, assim de singelo. O poder do capital monopolista aplica a lógica do máximo lucro e pretende dar soluçom à doença que padece fazendo recuar séculos à classe obreira, abaratando todo o possível os custos de produçom para assim poder reiniciar o ciclo de acumulaçom capitalista.
Hoje a luita e a mobilizaçom por objetivos de carácter económico tenhem que superar o marco da mera resistência para passar ao ataque, a peleja por objetivos políticos, polo derrocamento das políticas do capital e dos governos que as executam, pola nacionalizaçom dos monopolios capitalistas como a única saída à crise favorável ao povo.
A luita da mineria evidencia mais umha vez que a classe obreira é capaz de arrastar na sua luita ao conjunto das classes populares; os exemplos de solidariedade, o apoio popular e a massiva mobilizaçom tenhem dado boa mostra disto. Agora cumpre tomar o seu exemplo e fazer que todas as luitas confluam na convocatória de umha grande greve geral de 48h que tenha como objetivo máximo a demissom do governo de Mariano Rajoy.
É momento de dar passos, nom podemos ficar parados. Os capitalistas esmagam o povo e lle arrebatan os seus direitos, e este deve contestar com contundência, valentia e decisom. Nom existe outro caminho, a por eles já!
Coletivo Marxista-Leninista FORXA!


