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firma pacto social

Galiza - CUT - imo-nos içar

todos os trabalhadores

cóvado com cóvado polo pam

Chicho Sanches Ferlósio

 

 

 

 


Na Restauraçom Bourbónica cristalizava umha divisom histórica entre as duas formas confrontadas de entender a luita operária e portanto a intervençom sindical, que se cozinhava já ao calor do tardofranquismo. Aquela tradiçom sindical, em que a CUT se insere, que fijo bandeira de umha cosmovisom revolucionária e anticapitalista que compreendeu e continua a compreender o sindicalismo como um instrumento (mais) em maos dos trabalhadores e trabalhadoras pola sua emancipaçom social e nacional, continuou a alentar, desde abaixo, com maior ou menor acerto, a necessidade de rachar com o grande pacto social assinado polo Capital e as grandes centrais sindicais pactistas, CCOO e UGT, procurando a alavanca que virasse através da unidade sindical no concreto, a alternativa reformadora das cúpulas destas centrais a umha defesa real dos interesses concretos da massa trabalhadora, que já se afastavam de umha pax social que se mostrava daquela costosa para as produtoras e os produtores, e que hoje se revela como um elemento claro da perpetuaçom da escravidom assalariada.

Hoje cumpre reconhecer, da nossa ótica, que abrolham socialmente as condiçons de umha viragem substancial no rumo de todo o prédio sindical da naçom galega, também do Estado, e quiçás do mundo. De umha agressom sem parangom ao conjunto da classe trabalhadora, que passa agora necessariamente para o neoliberalismo por umha política de assédio e abate da legitimidade sindical, podemos extraer que da inteligência com a que o sindicalismo alternativo interprete e atue sobre a realidade dependerá, e muito, a reformulaçom sindical que demanda o conjunto de um povo.

A frustraçom do pacto social, concebido polas cúpulas intermediárias das grandes centrais como un diálogo entre o Capital e o Trabalho (quando na realidade o era entre o Capital e a elite sindical pactista, que negociava também interesses específicos e nom gerais), visibilizou-se ao tempo que num solilóquio ou num monólogo o neoliberalismo decidiu unilateralmente e no contexto da crise actual prescindir de certas “formalidades democráticas” para despregar um programa de ajuste à baixa do preço da mao de obra, com as grandes centrais tam noqueadas que nom derom nem dam atopado as fórmulas proativas de resposta, atrapadas ainda numha espécie de ilusom em que "é possível ainda negociar" com o patronato e o governo a conservaçom de algum que outro privilégio sindical coorporativo. Custe o que lhe custar ao povo trabalhador, que é agora um grande navio à deriva na corda da miséria, com um protocolo de salvamento atrofiado e romo.

A dicotomia que Rosa Luxembourg propunha nos albores do século passado, entre a reforma e a revoluçom, continuam a deter atualidade. Mais do que nunca no naufrágio do pacto social, espelho das políticas reformistas da ilusom interessada de umha suposta morte da luita de classes. Rajoi anuncia agora umha subida do IVA até 21%, mesmo de elevar a 10% o tipo reduzido. Fala, sem dizer, também de talhadas de alcance nas prestaçons de desemprego e da degradaçom das condiçons sociais e salarias das trabalhadoras e trabalhadores públicos. A resposta do sindicalimo de classe tem que ser necessariamente umha oposiçom frontal nas ruas, que passa pola mobilizaçom permanente contra o Capital, e por um esforço padagógico enorme para explicar que esta crise nom é o problema, senón que o cerne da patologia está num sistema económico e social configurado para a riqueza e a sobrevivência de uns poucos.

Devemos caminhar a um cenário de rutura revolucionária, isto e sobretodo entendendo que revoluçom significa reapropiaçom do poder, democracia real, direta e de base. Soberania para os povos. E entender que qualquer saída nom revolucionária, qualquer saída que continue polos vieiros do pacto, do entente com o Capital, servirá para apertar a meio prazo a corda que esgaça o corpo todo da nossa classe trabalhadora. Somos como central sindical umha ferramenta mais, útil se combativa para a mudança radical do nosso presente, e para o encaminhamento coletivo ao futuro. O trabalho que resta por diante é longo avondo, duro e ao tempo emocionate. Contodo, devemos procurar o lugar por onde o encetar.

Nós temo-lo claro. Precisa-se decisom e fortaleza. Precisam-se umha, dez e mil greves gerais.


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