Na passada terça-feira, o governo espanhol e as comunidades autónomas pactarom reduzir 15% (como mínimo) a ajuda para o cuidado de pessoas dependentes. Além da reduçom, esta reforma suporá a suspensom da quotizaçom na segurança social para as pessoas, na sua maioria mulheres, que a partir de agora tenham de solicitar umha ajuda para cuidar um/umha familiar que sofra algum tipo de dependência. Esta medida impedirá que podam completar períodos quotizados e em consequência dificultará ou mesmo imposibilitará a solicitude de pensons no futuro.
Estima-se que na atualidade perto de 15000 pessoas (insistimos, quase todas mulheres) cuidam de familiares dependentes, algumhas com dedicaçom exclussiva e outras compaginando com o seu trabalho.
Está previsto que se mantenham em lista de espera até o ano 2015 algumhas pessoas que a dia de hoje já tenhem solicitado a ajuda, e haverá rigorosos controis para a obtençom da mesma, assim como o incremento do copago das pessoas beneficiarias. Afirmar que esta reforma favorecerá a geraçom de emprego e melhorará a atençom em centros especializados é um argumento contraditório, pois em muitos casos, sem a obtençom da ajuda, os ingressos familiares nom permitirám o acesso a tais centros, que custam entre 1.300 e 1.500 euros/mes. É previsível que mais umha vez serám as mulheres as que na sua maioria tenham que assumir o rol de cuidadoras e se vejam obrigadas a abandonar a vida laboral, sem esquecer a dificuldade da sua posterior incorporaçom.
Em definitivo, trata-se de um novo retrocesso social que, sumado a outros cortes e reformas, traerá muitas e graves consequências. Desde NÓS-Unidade Popular apostamos por medidas que reforcem a própria lei de dependência de maneira que se adaptem a atual conjuntura de crise e às necessidades do povo trabalhador galego.
A luita é o único caminho!

