Neste Comité Consultivo apresentaram-se relatórios sobre a situação do mercado lácteo na União Européia que revelaram que se produziu um incremento importante e generalizado na produção do último ano focado, em grande parte, em países como Polónia, Alemanha e França (de 2% a 3%).
Porém, no que diz a respeito da demanda, as vendas de lácteos continuam estagnadas, ou mesmo em retrocesso em produtos como o queijo ou a manteiga, de maneira que o aumento de produção neste contexto de mercado pode agravar ainda mais a situação crítica do sector produtor, como denuncia o SLG através de um comunicado.
Isabel Vilalba pediu que, diante deste desequilíbrio crescente entre a produção e a demanda, se articulassem mecanismos de controlo do mercado como alternativa à liberalização do sector à que se está caminhando com a eliminação do sistema de quotas e que, em vista destes dados, é uma política manifestamente errónea.
No que diz a respeito das medidas do pacote lácteo, que entrará em vigor a 3 de outubro, Isabel Vilalba disse que "continua sem dar garantias nas relações comerciais ao sector produtor. Por isso, este pacote lácteo deveria articular algum sistema de mediação que evite que as indústrias e as grandes distribuidoras continuem impondo unilateralmente os preços que lhes convenham e que, em caso que isto aconteça, se possa intervir para evitar que se pague o leite com valores que não cobrem, nem os custos da produção nas explorações".
Como alternativa a este pacote lácteo, Vilalba e a ECVC propõem medidas como a negociação colectiva dos preços em interprofissionais onde estejam representados todos os agentes do setor, ou um sistema de controlo da produção que adapte esta à demanda existente em cada país da União Européia.
Com informações do SLG
Foto: SLG - Isabel Vilalba


