As duras condiçons socioeconómicas e laborais continuam a provocar pequenas, mas significativas reaçons populares um pouco por toda a Galiza.
Tal como em semanas anteriores tem acontecido em diferentes concelhos do sul da Galiza, hoje foi a vez de Ferrol. Coincidindo com a comemoraçom da Revoluçom dos Cravos portuguesa, centenas de trabalhadoras e vizinhas da cidade do noroeste da Galiza tomárom a cámara municipal quando ia realizar-se um pleno presidido polo presidente da cámara, José Manuel Rei, do Partido Popular.
Os políticos do PP e do PSOE sofrêrom a ira popular em forma de insultos e palavras de ordem relacionadas com os diversificados conflitos laborais e cortes sociais que a comarca sofre nos últimos tempos. Os dous principais partidos espanhóis fôrom acusados de "corruptos" e de estarem a vender o país ao grande capital financeiro e da troika, verdadeiro governo na sombra tanto da Galiza como do Estado espanhol.
A polícia municipal nom intervéu, diante da contundente maioria de vizinhos e vizinhas em situaçom de alta tensom contra a corrupçom e o empobrecimento imposto polo regime hoje representado em Ferrol pola instituiçom municipal presidida polo PP.
Marcárom presença trabalhadores e trabalhadoras do setor naval, pessoal de Fimo, afetadas e afetados polas preferentes e polos despejos, e empregadas e empregados públicos. Todos e todas coreárom o Grândola Vila Morena no salom de plenos, obrigando à suspensom do mesmo por parte do presidente da cámara, no mesmo dia em que se verificou um aumento histórico do desemprego e da precariedade laboral da Galiza e um dia antes de que o governo espanhol, também do PP, anuncie novos cortes sociais dirigidos contra os setores mais desfavorecidos.
Ontem mesmo, várias centenas de trabalhadoras e trabalhadores públicos marchárom polo centro de Ferrol para denunciar os ataques à saúde, à educaçom e a outros serviços públicos fundamentais por parte da direita governante.
Ainda longe da necessária resposta revolucionária, a resposta popular continua in crescendo frente à repressom, à corrupçom e aos sucessivos planos de austeridade que só pioram as condiçons de vida do povo trabalhador galego.
Foto: @PardoFerrol

