Foto: Núñez Feijó e o narco Marcial Dorado no iate deste último, em 1995.
Meios do grupo Prisa difundírom nas últimas horas as provas gráficas da amizade do atual presidente da Junta da Galiza, Núñez Feijó, com um importante capo galego. Som fotos de férias nos anos 90, num iate e noutros lugares da costa galega, que venhem confirmar as relaçons entre a política institucional e a alta delinqüência organizada na Galiza "democrática" atual.
Durante o governo bipartido (2005-2009), foi o BNG que se viu em maus lençóis, afetado pola publicaçom em meios próximos do PP de fotos do seu líder na altura e vice-presidente da Junta, Anxo Quintana, com o empresário Jacinto Rei no seu iate. Umhas relaçons empresariado-governo além da institucionalidade do cargo de Quintana, que ajudárom a minar a posiçom política do BNG naqueles anos.
Porém, as informaçons gráficas posteriormente publicadas em relaçom aos dirigentes galegos do PP tenhem umha gravidade maior: trata-se de provas das relaçons diretas existentes entre políticos como Mariano Rajoi e Alberto Núñez Feijó e diferentes clans do narcotráfico galego.
No caso de Rajoi, atual presidente espanhol, foi fotografado no barco 'Moropa', propriedade do clam dos Caneos, considerado na altura (2009) como "o mais importante do Estado espanhol" por fontes policiais. Foi um ato eleitoral em Cambados com motivo das Europeias daquele ano, cujo cenário foi o barco do clam mais ativo na introduçom de cocaína na Europa através da Galiza.
Agora vemos provas gráficas da amizade, que remonta aos anos 90, entre o atual presidente da Junta e Marcial Dorado, quando era conhecida a relaçom deste com o contrabando nas Rias Baixas. Apesar disso, Núñez Feijó está a defender-se afirmando nom saber dessa relaçom naqueles tempos de amizade íntima, já que em 1995, ano em que as fotos fôrom tiradas, ainda nom tinha sido condenado.
À espera de que encene a sua representaçom no Parlamento, o líder do PP na Galiza já saiu nos meios de comunicaçom públicos e privados próximos do PP (quase todos) armando-se em vítima de umha campanha de descrédito da oposiçom. Alguns meios mesmo estám a evitar a divulgaçom das provas gráficas da relaçom entre o presidente e o capo.
Dado o nível de degeneraçom do atual sistema, ninguém espera que a transcendência dos factos agora confirmados tenha qualquer conseqüência para o governo autónomo galego que o amigo do narco Marcial Dorado preside.

