A organizaçom, membro de Anova, mesmo incorre numha arriscada manobra: a identificaçom do partido inteiro com os valores de Mendes Ferrim (alegadamente "comunista e independentista"), quem ainda nom deu explicaçons sobre as acusaçons de nepotismo e esbanjamento de recursos à frente da RAG; nem tampouco do apoio público e recíproco a conhecidas organizaçons (La Voz de Galicia) e líderes políticos (José Luis Baltar) da direita espanholista.
Conspiraçom contra Mendes Ferrim
Para a FPG as acusaçons contra a liderança que desde há meses aparecem em diversos meios, e que tenhem servido para a ultradireita espanhola atacar a língua e cultura galegas em geral -além da RAG-, respondem a umha conspiraçom. Nela participou "o setor neopinheirista vinculado a Compromiso por Galicia", "boa parte do BNG" e "a extrema direita espanhola", diz o comunicado emitido pola organizaçom. A FPG nom di nada das críticas chegadas também doutros setores do independentismo galego, embora inclue, sim, umha referência às críticas feministas pola escassíssima presença de mulheres nas cadeiras da RAG.
Além da ultradireita espanhola, cujo interesse em atacar todo o que for galego (incluída a RAG) é inquestionável e com motivaçons bem conhecidos, a FPG encontra boas razons para CxG e parte do BNG se envolverem na conspiraçom contra Ferrim: CxG tentaria, segundo o partido de Ferrim, "fazer umha tomada da RAG". Entretanto, o BNG (parte dele) agiria assim porque "é essa parte que sempre odiou Mendes Ferrim e todo o que representa política, inteletual e literariamente".
A FPG acha que "a História retratará" os "autênticos abutres" que "dentro e fora da Academia, aliados com os inimigos do idioma galego" tentárom "a demoliçom".
A vitória da AGE, chave da conspiraçom contra Ferrim, 'valendo-se de falsidades'
Para a FPG, foi o contundente sucesso da Alternativa Galega de Esquerdas (AGE, umha coligaçom capitaneada por Anova -dentro da qual se insere esse partido- e Izquierda Unida) o que acabou com o suposto apoio ao trabalho de Ferrim à frente da instituiçom académica "que em determinados momentos fijo volcar (sic.) de jeito totalmente unánime em prol da RAG, além de todo o arco político parlamentar, toda a imprensa galega nas suas demandas de financiamento".
O sucesso da coligaçom "nom foi nada bem encaixado" nem polo "neopinheirismo de CxG" nem "polo nacionalismo pequeno-burguês e essencialista que ainda rege em boa parte do BNG". Isso terá levado essas duas correntes a se somarem às acusaçons feitas pola ultradireita espanhola (através do jornal filofranquista ABC), quem "valendo-se de falsidades (nepotismo, luxuoso carro oficial, soldos...)" atacou Ferrim e a instituiçom que ele presidia.
Perigosa identificaçom da FPG com Mendes Ferrim
Apesar da atualidade, a FPG identifica arriscadamente o partido com Ferrim.
A FPG começa por lembrar os marcos históricos da formaçom, nomeadamente um "poderoso impacto ideológico do seu discurso político e o prestigioso capital simbólico associado ao partido no campo cultural e literário", considerando ainda que o "horizonte da futura República Galega" é "sintoma" do "papel vangardista e da fortaleza ideológica do independentismo" representado pola FPG.
Qualquer um/ha poderia pensar que (no mínimo) nom é o momento de identificar umha organizaçom inteira com um militante com comportamentos dificilmente justificáveis (e sobre os quais ainda nom deu explicaçons), mas a FPG vai além e, segundo este partido, "Xosé Luís Méndez Ferrín representa todo isto", em referência ao dito no parágrafo anterior.
O acusado de nepotismo e esbanjamento de recursos públicos é para a formaçom independentista um exemplo de "firmeza insubornável ao pensamento crítico", apesar do seu apoio público a elementos do ámbito do PP, e atribui-lhe umha suposta renovaçom da instituiçom que tivo um alegado apoio "unánime", mesmo da "imprensa galega".
Ainda, para a FPG "pode-se considerar heroico" o facto de que a RAG de Ferrim interpugesse um recurso contra o decreto de agressom ao galego aprovado polo PP. Também ficará como um facto a lembrar que pola primeira vez na História a RAG se apresentassem as suas contas ao plenário. Dous "marcos" sobre os quais podemos perguntar-nos se som históricos ou se deveriam ser o mínimo exigível.
FPG fica "com a última liçom do mestre" Mendes Ferrim
"De todo este episódio a FPG fica portanto com a última liçom do mestre, que é umha liçom constante da sua vida e da sua obra: em guarda contra o fascismo, em guarda contra os aprendizes de Ramom Pinheiro e Garcia-Sabell, em guarda contra o galeguismo essencialista e pequeno-burguês. E, em definitivo, em guarda sempre e infatigável contra os inimigos da língua galega" -di a organizaçom no final do seu comunicado, que pode ser lido na íntegra aqui.
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