Nom é surpresa algumha que o ex-presidente da Cámara Municipal compostelana seja imputado nesta trama de corrupçom geralizada, depois de ter demitido já polo impago de quase 300.000 Euros à Fazenda espanhola; resultado duns especulativos negócios privados incompatíveis com a sua condiçom de deputado.
Tampouco é surpreendente mais um caso de corrupçom na história dumha personagem esperpéntica que lotou o seu curto período de governo de múltiplas "boutades" que causárom hilaridade e vergonha alheia ao mesmo tempo. Mas sem esquecer tampouco as ameaças e coerçons que exercendo de máximo responsável municipal dirigiu cara o movimento associativo e cultural de base. A famosa frase de "sentirám o nosso alento na caluga" alcança agora a sua verdadeira dimensom tragicómica. Certamente, a vizinhança de Santa Clara assistiu antes ao registo do gabinete de Conde Roa que ao feche do dinámico centro social da Gentalha do Pichel.
Contodo, nom por menos surpreendente a imputaçom de Gerardo Conde Roa é umha prova mais da impossibilidade de continuaçom da atual corporaçom municipal compostelana convertida num ninho de corruptos despojada de qualquer legitimidade democrática e funcionalidade. O alcaide Currás (imputado na Pokemon e no cargo), Albino Vazquez (ex-vereador de Segurança Cidadá detido e imputado na Pokemon), Rebeca Domínguez (vereadora de Juventude, imputada na Pokemon), Ángel Espadas (ex-chefe de gabinete, detido e imputado na Pokemon) e Francisco Castro (ex-chefe de gabinete, imputado na Pokemon) estám processados judicialmente por terem seqüestrado a vontade popular e outorgado concessons públicas em troca de dinheiro. Realmente é impossível conhecer a dimensom real da corrupçom no Concelho de Compostela, preso dumha camarilha que leva a cidade e a sua vizinhança para o abismo.
É urgente a dissoluçom da corporaçom municipal, incapacitada para a mínima renovaçom; e a convocatória de novas eleiçons. Mas por si só nom basta, sem um concelho transparente baseado numha democracia participativa, a corrupçom seguirá-se a reproduzir qual virus sem erradicar. A municipalizaçom dos serviços públicos e a gestom democrática, aberta e participativa dos mesmos som a única vacina útil contra a corrupçom.
Por parte de NÓS-Unidade Popular fazemos público o nosso compromisso a impulsar lá onde for todas as iniciativas neste sentido, solidarizando-nos também de maneira concreta com as trabalhadoras de limpeza de Vendex (empresa imputada na trama corrupta) que levam meses sem cobrar e com o pessoal afetado polo ERE de Aquagest (que conta com o seu gestor em Compostela preso polo mesmo motivo). Som exemplos palpáveis de que a corrupçom gera vítimas e miséria.
Para Conde Roa só podemos desejar que em breves entretenha em prisom toda a trama corrupta com as danças e ocurrências às que acostumou à vizinhança de Compostela.
Por último, fazemos um apelo a aprofundar na mobilizaçom popular contra a corrupçom inerente ao capitalismo e ao regime espanhol e, portanto, pola rutura democrática em favor da Galiza e do seu povo trabalhador.
Compostela, 25 de fevereiro de 2013


