Apesar da reduçom de 12,85% em relaçom a 2009, a repartiçom de dinheiro público entre os partidos do sistema continua a supor números desorbitados em plena crise e ofensiva de corte de serviços públicos. Tampouco a elevada abstençom, superior aos 45%, parece ter influído na decisom de esbanjar recursos económicos de todos os galegos e galegas no financiamento milionário de só 4 organizaçons políticas, as que conseguírom representaçom no Parlamento autonómico galego.
O regime financia os seus partidos
Em boa medida graças à "alimentaçom assistida" do financiamento público, os mesmos partidos de sempre continuam a repartir esse dinheiro. Se bem poderíamos pensar que existem novidades polo acesso de AGE ao Parlamento, a realidade é que umha parte do novo grupo parlamentar provém das fileiras do BNG e a outra pertence a Izquierda Unida, que carregou com boa parte do peso financeiro da campanha eleitoral da coligaçom graças ao financiamento (público e privado) com que conta a nível espanhol.
A Lei eleitoral espanhola incentiva de maneira clara as grandes formaçons políticas, excluindo por completo qualquer subsídio a forças extra-parlamentares. Ao todo, desta vez vam repartir-se 3.650.000 euros: 15.530,93 euros por cada representante autonómico); 0,58 euros por boletim de voto; e 0,16 euros por cada eleitor ou eleitora inscrita no censo (quer vote, quer nom) em conceito de "gasto postal em propaganda eleitoral" (o que supom 431.450,56 euros para cada um dos quatro partidos presentes no Parlamento).
Em definitivo, o PP vai receber em breve 1.451.197,33 euros, o PSOE 883.581,08 euros, AGE 687.645,37 e o BNG 624.842,43 euros. Quantidades inferiores às que PP, PSOE e BNG recebêrom há quatro anos, mas que continuam a ilustrar a natureza esbanjadora e discriminatória do sistema eleitoral imperante na Galiza, com o qual todas as forças beneficiadas parecem estar de acordo.
Naturalmente, aos subsídios diretos que comentamos, haverá que somar outras ajudas indiretas como as que recebem as respetivas fundaçons e outras entidades próximas de cada um dos partidos presentes nas instituiçons, que repartem o dinheiro público entre essas entidades "amigas" consoante o peso de cada partido.
Vantagens aos privilegiados para garantir a estabilidade do sistema
Curiosamente, enquanto os partidos sem representaçom nom podem dispor de nengum dinheiro público para se financiarem, os que sim estám nas instituiçons podem até pedir adiantos do dinheiro para o utilizarem nas campanhas eleitorais, dando por feito que todos eles continuarám presentes no Parlamento, o que na teoria nom deveria ser tam claro.
Em linha com a habitual opacidade de todos eles, nengum dos partidos que já estavam no Parlamento autonómico querem informar sobre se figérom esse pedido do dinheiro antes da campanha do 21-O. Haverá que esperar a que o Conselho de Contas difunda o seu informe correspondente sobre as contas dos partidos.
Entre as vantagens com que contam os partidos "amigos" do sistema, estabelecidas por lei sem que se conheçam posiçons contrárias da "oposiçom", encontra-se a possibilidade de que os bancos podam anular dívidas aos partidos por valor de até 100.000 euros por ano. Também as doaçons privadas, legalmente estabelecidas nessa mesma quantidade: 100.000 euros anuais.

