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repoloGaliza - Partido da Terra - Apesar da falta (propositada) de dinheiros para a campanha, da pressão mediática polo mal chamado voto “útil” e, sobretudo, do amplo desconhecimento das propostas do Partido da Terra por parte da grande maioria de galegos e galegas, mais de 3.000 pessoas optaram por dar o seu apoio à via da soberania e sustentabilidade, da democracia direta e da autogestão.


A seguir, o comunicado do Partido da Terra sobre os seus resultados nas eleições de 21-O na Comunidade Autónoma da Galiza:

Apesar da falta (propositada) de dinheiros para a campanha, da pressão mediática polo mal chamado voto “útil” e, sobretudo, do amplo desconhecimento das propostas do Partido da Terra por parte da grande maioria de galegos e galegas, mais de 3.000 pessoas optaram por dar o seu apoio à via da soberania e sustentabilidade, da democracia direta e da autogestão.

Bravo! E parabéns também a todas as pessoas que desinteressada e gratuitamente divulgaram as propostas programáticas do Partido da Terra e levaram para a frente uma campanha descentralizada cujos gastos não superaram os 100 euros. O apoio incipiente ao Partido da Terra, junto com o elevadíssimo incremento do voto nulo e do voto em branco, evidencia que há cada vez mais gente que quer tomar conta da sua vida e participar plenamente no governo das suas comunidades, que adere aos valores de respeito e convivência democrática e que aspira a viver, precisamente, numa verdadeira democracia em vez de num circo com representações cada 4 anos.

Pessoas de todo o País que querem decidir em primeira pessoa e que apostam por mudar os valores imperantes da sociedade do hiperconsumo e do individualismo egocêntrico, por outros que a humanizem e que nos permitam recuperar comunidades solidárias e respeitosas com a natureza. Gente que quer mais autogestão, mais autossuficiência e, portanto, menos dependência dum sistema que a precariza e a converte em inimiga das suas iguais. Pessoas que apostam pola soberania e sustentabilidade duma alter-Galiza sem constrangimentos, feita por elas próprias comunitariamente sem esperarem a tomar nenhum poder para além do que o que lhes corresponde pola sua condição humana.

Os resultados eleitorais no seu conjunto traduzem a vitória do PP na procurada legitimidade que precisava um governo da Junta para seguir fazendo o que ditaminem os grupos de poder dominantes em cada setor económico e sócio-político. Para além de colocar e premiar aos próprios com regulamentações favoráveis, contratos, subsídios e livre-designações: a minuta polos serviços fornecidos ao verdadeiro poder.

O caminho alternativo não consiste no quita-te-tu-que-me-ponho-eu (ao serviço dos que mandam), mas em governarmo-nos nós mesmos, desde as nossas aldeias, bairros e paróquias até a nação e a Terra. Agora que o manifestas-te com o teu apoio ao Partido da Terra, ou noutras fórmulas que evidenciam que estás farta deste sistema, ou ainda se ficaste sem o dizeres desse jeito, convidamos-te a aderir ao PT. Fica um mundo por fazer, milhões de relações pessoais e comunitárias que estabelecer, ajuda recíproca e trabalho comunitário por realizar e, sobretudo, ideias que espalhar, debater, ampliar e melhorar. Começa polos teus vizinhos e vizinhas, participa ou cria uma assembleia paroquial ou de bairro, ajuda nas iniciativas cívicas autogeridas da tua zona, e contribui para a emancipação e democratização das pessoas e comunidades da Terra.


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