Contra a farsa parlamentar: Boicote, Nom participes
O sistema parlamentar, tanto nas democracias burguesas na sua configuraçom clássica como no seu desenvolvimento actual europeu neofascista (como o estado espanhol), é um dos melhores sistemas de legitimizaçom da legalidade burguesa e o seu estado.
Busca legitimar a propriedade privada dos meios de produçom e impedir que as contradiçons entre classes antagónicas se transforme numha guerra aberta na luita de classes. Co-opta boa parte dos elementos mais avançados da classe obreira, enfangando-os nas lameiras do reformismo, a cámbio dum soldinho, uns favores e umhas falsas promessas de mudança que nunca dam chegado.
Outra missom dos parlamentos é solucionar as diferenças entre as diferentes façons das burguesia dominante, dumha maneira "pacífica e civilizada", como dim eles.
Tanto os parlamentos centrais (Parlamento dos deputados, senado,etc), como os parlamentos autonómicos ou os concelhos mesmos, formam parte do mesmo aparato do estado espanhol. O caráter territorial dum parlamento nom nos pode confundir sobre o seu caráter de classe.
Os parlamentos som instrumentos para o domínio das diferentes façons da oligarquia espanhola e da burguesia galega. Mas esta funçom real esconde-se com um refinado teatro para a alienaçom das grandes massas que formam o povo trabalhador galego. Um teatro no que os atores estám "obrigados" a ter grandes discrepáncias, grandes discussons, diferentes projetos, temas mui importantes que debater. Discussons e debates que nom servem de nada para os nossos interesses (como proletariado galego), nem para os interesses da humanidade. Como vam servir de algo se os próprios parlamentos nom som mais que parte do instrumento para otimizar a exploraçom no capitalismo? Os parlamentos som parte do problema, nom da soluçom.
Os destacamentos comunistas nom nos podemos nem plantejar em sério a participaçom hoje nas eleiçons burguesas quando ainda nom ressolvemos as grandes problemáticas históricas, tais coma umha explicaçom científica do que foi e por que fracassou a URSS e todo o mundo do "Socialismo Real", junto com o MCI (Movimento Comunista Internacional) no seu conjunto. Quais fôrom as decisons que levárom a que as organizaçons comunistas tiveram umha linha política que nom é capaz de levar adiante nengumha revoluçom? Como se cria um partido proletário de novo tipo, como nos definimos, como identificamos os nossos inimigos? Quais som as caraterísticas históricas da sociedade na que vivemos? Assi, por exemplo, na Europa, diferentes organizaçons comunistas tenhem participado no circo eleitoral burguês e, sem embargo, nom se analisa nem se pensa desde o momento actual o que supujo esta participaçom em termos de fracasso histórico, aposta reformista e calexom sem saída. Estes temas nom podem ser tomados a ligeira, porque se nom respondemos a estas perguntas nom poderemos ter umha verdadeira linha política e, ainda menos, encontrar a linha política justa. Por isto temos que realizar um trabalho político interno que é historicamente necessário, para responder a estas perguntas e superar os atrancos que nos impedírom avançar. Para podermos analisar a situaçom concreta e podermos determinar que circunstáncias concretas podem fazer necessário e útil a participaçom (e que tipo de participaçom?) na farsa democrática. No geral cremos, como defendeu Lenine, na participaçom nas instiutuiçons burguesas quando:
-ainda hai classe obreira que deposita a sua fé de cámbio nesta ferramenta;
-quando existe um partido que unindo o trabalho legal e o clandestino, e fundindo a classe obreira co socialismo científico, esteja deste modo preparado para superar as contradiçons inevitáveis que este trabalho conleva.
E para acabar, ou ajudar a acabar, com essa fé no sistema que estas certas capas classe obreira ainda podam ter.
Ou seja, só se deve participar nas instituiçons da burguesia para desleitimá-las ante o povo trabalhador. A finalidade nunca deverá ser gestionar uns orçamentos ou levar adiante certas políticas "públicas", por mui progressistas que podam ser a curto prazo.
No concreto, na realidade histórica que nos toca viver ante as eleiçons a nossa postura como proletariado galego consciente só pode ser de boicote a farsa eleitoral e parlamentar. Nom pode ser de outro modo, já que outra postura seria alimentar falsas expetativas no sistema democrático-burguês, que hoje por hoje de nengumha maneira podem ser cumpridas e, que em ultima instáncia, só servem para alienar as grandes massas do povo galego, mantendo as esperanças na reforma do estado capitalista.
Nom pode ser que, quando cada vez mais capas da classe obreira galega e do povo trabalhador vem o circo eleitoral como o que é, umha trampa contra os seus interesses, as organizaçons que supostamente estám na vanguarda acabem por defender o mesmo sistema que dim pretender derrubar. Estas "vanguardas" atendem aos esquemas fracassados do passado e acabam por jogar na prática um papel reacionário.
Nom estamos polo parlamentarismo, estamos pola democracia proletária:
Isto significa que nom estamos por um estado que administre, estamos por administrar nós mesmas. Nós mesmas decidir e atuar em consequência. Reunir-nos, decidir democraticamente e pôr em prática o decidido.
O poder dumha democracia proletária manteria a lei impedindo que se desse umha situaçom como a do antigo Oeste Americano, nom permitiria os abusos dos poderosos sobre o povo trabalhador. O poder proletário nom teria nengum problema em legislar, executar, julgar, produzir, distribuir qualquer recurso. O poder da democracia proletária nom permitiria a miséria absoluta rodeada da abundância, nem permitiria transmitir o decidido ao poder do estado para que este o ponha em prática, nem tampouco acataria as leis do poder do estado.
A democracia proletária começará a criar-se localmente e irá-se estendendo. E chegará o momento em que este poder local se organizará a nível nacional.
Quando a democracia proletária se organize a nível nacional o seu futuro dependerá da capacidade que tenha de impor a sua lei, a proletária, sobre a lei burguesa, o aparato proletário sobre o aparato burguês. Este novo poder enfrentará-se si ou si ao velho poder do estado burguês e mais tarde ou mais cedo deverá travar-se umha luita aberta a través dumha guerra civil revolucionária.
Ante as próximas eleiçons estamos polo boicote ao parlamentarismo. Estamos pola democracia proletária, nom polas reformas do estado burguês para que todo siga igual.
Hoje os comunistas nom votamos: organizamos as bases do poder proletário e popular, unica via para derrubar este sistema.
Boicote à farsa parlamentar. Nom participes. Nom votes. Organiza-te e luita.




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