Esta democracia só é tolerante com os partidos institucionais. Esta democracia quere ver-nos desaparecer como Povo. Esta democracia encadeia as nossas combatentes e mantem aos corruptos no poder. Esta democracia faz desaparecer a nossa língua, a nossa memória, a nossa Terra… Como di Castelao: “Foge dos que falam de democracia”.
Ao meter um papel numha urna nom estás exercendo o teu poder, estas entregando-lho a umhas pessoas totalmente desligadas do Povo, que falam de dialogar com as grandes massas mentres se repartem o pastel. Essas grandes massas somos nós, o Povo, e nós dizemos que por nós falamos e decidimos nós. Nom necessitamos interpretes das decissons do Povo. Nom necessitamos líderes messiânicos que decidem polo Povo. Em quanto se rompe um cristal dum banco, ai está o Povo. Em quanto se escuita um berro de raiva, ai está o Povo. Em quanto cai umha bagoa de impotência, ai está o Povo. Em quanto encadeiam a umha de nos encadeiam a parte do nosso Povo.
E também na abstençom está o povo, há quatro anos quase 400.000 galegas (um 35’6% do eleitorado), mentres que nestas, as enquisas subem a abstençom ao 40’7%. Empregar as furnas (umha arma que nos cede o estado) como um arma do Povo para derruir ao estado é umha brincadeira, já que se fora possível conseguir isto, as eleiçons estariam proibidas.
Da AMI, nesta convocatória eleitoral do 2012 ao Parlamento autonômico, chamamos a umha abstençom ativa e comprometida. Consideramos que nom existe nengumha sigla eleitoral que defenda realmente ao nosso Povo e a nossa Terra. Por isso, se queremos defender a nossa Terra, nom nos valem as furnas, como galegas temos que fazer-nos respeitar, garantir a defensa da nossa Terra e a nossa sobrevivência como Povo! Temos que organizar-nos em contra de qualquer tipo de poder. O Povo se se organiza poderá com todo.
A luita nom esta nas urnas senom nas ruas!
Nom deixes nas suas maus a nossa Terra. Organiza-te e luita!


