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151012 farsaeleccionesGaliza - Causa Galiza - A iniciativa popular galega celebrou onte o primeiro Plenário Nacional do debate interno que abrimos nas últimas semanas para resituar Causa Galiza no novo tempo politico e sócio­-económico. O encontro de militantes independentistas enquadra-se numha reconfiguraçom estratégica do projecto constituido em 2007 após as mudanças produzidas no país e no campo político do nacionalismo galego nos últimos meses. A valorizaçom crítica do trabalho de 2012, a análise actualizada de conjuntura e a definiçom da posiçom ante 21-O fôrom os principais conteúdos da cita.


Ao longo desta semana debulharemos os conteúdos do Plenário Nacional deste domingo. Publicamos polo seu carácter iminente o nosso posicionamento ante a convocatória de Eleiçons Autonómicas 2012 para o próximo 21 de Outubro numha parte do nosso território.

Posiçom de Causa Galiza ante as Eleiçons Autonómicas 2012

 Causa Galiza, ante a celebraçom de Eleiçons Autonómicas na CAG em 21-O, quer transmitir ao Povo Galego em geral e, em particular, aos/às independentistas, as seguintes valorizaçons:

1ª O Estado espanhol enfrenta-se a umha das crises mais profundas da sua história. Esta actual afecta à viabilidade da sua arquitectura institucional, ao seu modelo sócio-económico e à sua legitimidade ante os povos que se encontram sob a sua jurisdiçom, domínio e espólio. O desenvolvimento das luitas de liberaçom nacional é neste momento o principal calcanhar de Aquiles do sistema nascido do após-franquismo.

2º Os poderes fácticos que regem o Estado planificam a saída espanhola para esta difícil crise que, da óptica galega, se substanciaria em Más España, más miseria, menos libertades y más represión. Todas as medidas políticas e económicas que ditarám no presente e no futuro os sucessivos Executivos espanhóis sob a batuta da Troika avançam nesta direcçom involutiva.

3º A única saída galega possível é o direito a decidir, a autodeterminaçom e a independência nacional. Só o exercício sem corsés legais deste direito nos pode situar numha direcçom oposta à da miséria generalizada, a espanholizaçom e a fascistizaçom. Autodeterminaçom e independência exigem superar o antidemocrático marco constitucional e autonómico actual sob o que se executa o espólio das classes populares e a liquidaçom definitiva da naçom, assim como desenvolver umha prática social e política quotidiana consequente com esta direcçom.

4º Qualquer política nacionalista que pretenda ser digna deste qualificativo deveria praticar umha acçom institucional que fosse além da gestom do marco e superasse, pola via dos factos, a legalidade imposta (teitos de déficit, corsés competenciais, etc.) dentro dumha estratégia global de insubmissom nacional que faga de instituiçons autonómicas e municipais novos espaços do conflito latente que existe entre os interesses da maioria social galega e o Estado espanhol.

5º Postulamos o exercício do princípio de auto-organizaçom como parte e conditio sine qua non do desenvolvimento deste processo soberanista. Muitas declaraçons oportunistas de “autodeterminismo”, “soberanismo” e incluso “independentismo” ouvidas nestes dias som simples engados eleitorais lançados a um independentismo sociológico que se sabe em auge, mas ficam sem credibilidade ao carecerem da efectiva rutura de dependências com Espanha no nível político, organizativo, ideológico, etc. por parte de quem as enunciam.

4º As opçons políticas apresentadas ao 21-O nom respondem às exigências primárias citadas. De facto, o horizonte imediato no caso de a extrema direita perder a maioria parlamentar é o pacto com o PSOE para gerir o marco autonómico desde o respeito escrupuloso à legalidade constitucional e o repressamento de qualquer perspectiva ou praxe soberanista.

5º Causa Galiza valoriza, à vista deste panorama, e olhando para além de 21-O, a necessidade de articular um projecto e umha estratégia realmente independentistas que, sem complexos, situem o país e a maioria social no caminho da soberania e a independência nacionais, que é o único cenário onde os galegos e galegas poderemos desenvolver-nos em plenitude como naçom, defender os interesses da maioria social do país e construir um modelo sócio-económico em funçom das necessidades desta maioria que denominamos socialismo.

Foto: CG


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