Aliás, nom há tanto tempo que se aprovou um aumento nos preços de todos os serviços municipais. No entanto, está-se a considera a possibilidade de umha nova subida, por causa das muitas faturas sem pagar (cerca de um milhom de euros). A proposta do governo local ante a corporaçom, será de aumentar as taxas num 2,2%, e esse incremento afetará segundo o presidente da cámara a qualquer contrato ou serviço: fornecimento de águas, licenças de viaturas, cemitério, instalaçons desportivas, expediçom de documentos administrativos…
Para já, dizer que o facto de carregar a dívida municipal (provocada tanto polos cortes em orçamento como por erros de gestom) nas costas das administradas e administrados é contraditório com o ideário “progressista e de esquerda” que o projeto político que lidera o presidente da cámara di abraçar. Se o Concelho deixou de ingressar neste ano mais de 11 milhons de euros, sobretodo procedentes de transferências de outras administraçons, a batalha terá que dar-se noutro plano; haverá que reclamar ao Estado, por exemplo, que o dinheiro que receba da Europa seja destinado (entre outras cousas) para garantir a cobertura de serviços a nível local e nom para pagar aos bancos, que é a prioridade que o atual governo espanhol tem, por cima de qualquer outra cousa.
Também nom fai sentido criticar do governo do Estado que aumente o IRPF e o IVA e que depois a resposta da Cámara Municipal de Oleiros aos seus problemas de liquidez seja a mesma, tendo em conta o já extremosamente complicado da situaçom com impostos que sobem e salários que baixam.
Em qualquer caso, se há fornecedores, concessionários de obra pública, etc aos que pagar, se calhar o primeiro que há que revisar som os salários e dietas do Presidente e demais vereadores; a fim de contas tenhem que dar exemplo “nestes tempos em que tod@s temos que apertar o cinto”. Esse é o primeiro sítio de onde há que poupar, e nom desde logo a costa dos serviços nem a base de chuchar mais do bolso da/o administrada/o.
O acesso aos serviços sem discriminaçom por motivos de capazidade económica tem que prevalecer por cima de todo, como também o salário em níveis dignos das/os empregadas/os públicas/os. Por seu turno, assinalar, como se está a evidenciar, a fraqueza das políticas neoliberais e privatizadoras. A gestom privada dos serviços nom é mais eficaz, e, por cima, encarece esses serviços. Desde logo, em nengum caso a pressom das empresas concessionárias da gestom de instalaçons desportivas, por exemplo, deveria ser determinante para aumentar preços. Se pola pressom dessas empresas ir ao ginásio ou à piscina vai ser um luxo, haverá que reconsiderar o modelo de gestom.
Foto: Nós-UP - Cámara Municipal de Oleiros

