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130812 iumadriGaliza - Galizalivre - Conforme o documento oficial, registado no 7 de setembro na Junta Eleitoral da Galiza, e remitido à nossa redaçom por umha leitora -pode descarregar em PDF no final da notícia-, a coaligaçom Alternativa Galega (Esquerda Unida-Anova) foi acordada em reuniom por José Carlos de la Fuente em representaçom da FOGA, Miguel Ángel Reneses em representaçom de EU-IU, Miguel Anxo Camaño pola FPG, e Mario López Rico polo Encontro Irmandiño.


EI, FOGA e FPG conformam a efeitos de denominaçom dentro da coaligaçom o grupo Anova. O acordo reparte a 50% entre IU e os outros três partidos galegos o poder na Comissom Executivo e na Comissom de Campanha, assim como na imputaçom do resultado eleitoral da coaligaçom.

O documento desmente assim a suposta autonomia de EU-IU na Galiza à margem das diretrizes espanholas, confirmando o seu caráter sucursalista, como veremos a continuaçom.

A suposta autonomia de Esquerda Unida

No reaberto conflito entre o princípio de auto-organizaçom e aliança com partidos espanhóis, tem-se repetido que Esquerda Unida mantém a sua autonomia e soberania à margem do que o partido decida em Madrid, polo qual seria umha força galega. Mas a realidade nom se ajusta à proclama.

Em março de 2011, e como mostra da suposta autonomia das federaçons de IU, Reneses, enviado desde Madrid, desautorizou a direçom canária da formaçom, respaldado acordos com o partido de direita Nueva Canarias, o que foi considerado um "golpe de estado" contra a direçom nacional de Izquierda Unida Canaria.

Ainda, com a coaligaçom da chamada "Syriza galega", o máximo órgao entre assembleias de IU tivo que dar luz verde à proposta de EU. Foi entom quando Miguel Reneses se descolocou até Compostela para expressar o respaldo aos seus companheiros galegos de partido e, como sabemos agora, para participar de primeira mao nas negociaçons, assinando como representante de EU.

Miguel Ángel Reneses, um rascunho biográfico

Miguel Reneses nasceu em Quintanar de la Orden (Toledo), é porta-voz adjunto do grupo parlamentário Izquierda Unida na Comunidade de Madrid, foi secretário de organizaçom da Federaçom de Ensino de CCOO, tenente-alcalde em Fuenlabrada, ex-Coordenador Geral de IU-Madrid, porta-voz do grupo parlamentário de IU na VI Legislatura e Porta-voz adjunto na VII.

Além disso, Reneses é o "chefe de aparato" de IU, implicado em numerosas polémicas e escándalos.

O primeiro em 2004, ao descobrer-se que acudira a umha viagem oficial a Paris, sufragado pola Conselharia de Transportes e Infraestruturas da Comunidade de Madrid, acompanhado por umha suposta "assessora" de imprensa. IU dera-se a Reneses um praço de 48 horas para renunciar ao posto de Deputado, negando-se este rotundamente, achantando a presidência de IU Madrid perante o medo de que passasse ao Grupo Mixto rompendo o grupo parlamentário, retirando a exigência de entrega de ata. O coordenador regional de IU, Fausto Fernández, dixo entom que a atuaçom de Reneses "tem umha gravidade que nom se mide em custo económico, senom no exemplificador da conduta de um político quando usa recursos públicos em assuntos que som de índole privado". Entre o ano 2006 e 2010 viajou em várias ocasions a Cuba através de subvençons por valor de 100.000 euros obtidas polo padroado da Fundación Madrileña para el Progreso y el Desarrollo, que preside a sua mulher, concelheira também por IU em Fuenlabrada.

Em janeiro deste ano Josefa Conde, ex-concelheira de Fuenlabrada e companheira de partido de Reneses, denunciou-no por assédio sexual que segundo a denunciante lhe causaria um grau de discapacidade psíquica de quase 50 por cento. O Tribunal Superior de Justiça de Madrid imputou-no pola comissom de um delito de assédio sexual, impondo-lhe umha fiança de 100.000 euros.

Reneses entom renunciou aos seus cárregos como secretário da organizaçom da coaliçom a nível federal, no que foi umha "suspensom" cautelar e temporal das suas funçons. Cayo Lara respaldou-no na defesa da sua inocência, enquanto duas deputadas de IU exigiam a sua demissom. Cinco meses depois voltaria com completa normalidade à Assembleia de Madrid, da que continuava a cobrar um salário de 3.000 euros apesar de nom comparecer durante esse tempo.

Em julho de 2011, em qualidade de Secretário de Organizaçom, abre um expediente à deputada Libertad Martínez à que acusava de piratear a web da organizaçom para enviar mensagens contra Renses. Ela negou-no, e assegurou que era umha vingança de Reneses, a quem acusou de tê-la assediado.

Pode ler-se o documento aludido nesta matéria aqui.


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