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290712 fontenla fragaGaliza - Diário Liberdade - Os patrons galegos organizados na poderosa Confederaçom de Empresários da Galiza (CEG) som apontados, umha década depois, como responsáveis por um desvio de fundos de formaçom procedentes de subsídios públicos.


Foto: Manuel Fraga e Antonio Ramilo, dous delinqüentes franquistas já desaparecidos

A entidade, fortemente subsidiada polos diferentes governos, desviou grande parte das verbas recebidas para formaçom por parte da Junta da Galiza, provocando um buraco contável que acabou por dar nas vistas e ser denunciado pola procuradoria. O delito foi detetado já em 2000, mas só agora, 11 anos depois, e quando o principal responsável, Antonio Ramilo, presidente da patronal galega na altura, já morreu, poderá ser julgado.

O buraco contável produzido polo desvio de fundos de formaçom atingiu inicialmente a quantidade de mil milhons de pessoas do ano 2000 (6,3 milhons de euros) e levou os dirigentes da entidade patronal a substituir Antonio Ramilo polo atual presidente, Antonio Fontenla, que a partir daí "colaborou" com a procuradoria para esclarecer os factos.

A nova equipa dirigente da entidade burguesa atribuiu à "autonomia" do secretário-geral, Rafael Sáncghez Sostres, na gestom das finanças a suposta falta de conhecimento dos factos polo resto de diretivos, que polos vistos nom dérom pola ausência de mil milhons de pesetas até que a própria justiça descobriu o delito. Contodo, a quantidade "desviada" acabou por ser maior do que inicialmente se estimou, até alcançar os 10 milhons de euros, incluindo juros dos empréstimos solicitados e outras quantidades.

Quem foi António Ramilo?

O máximo responsável polo desvio de fundos públicos no interior da CEG foi o seu presidente entre 1991 e 2000, Antonio Ramilo, um empresário do setor do granito e destacado franquista viguês, que ocupou a presidência da Cámara Municipal durante a ditadura, entre 1970 e 1974.

Mais tarde, já em plena II Restauraçom Bourbónica, aderiu às filas de Alianza Popular (atual PP), junto ao seu amigo Manuel Fraga, sendo senador entre 1986 e 1989. Pouco depois passou a ocupar a dirigência da Confederaçom de Empresários da Galiza, à frente da qual aplicou umha linha dura contra o mundo do trabalho, harmonizada com as políticas do próprio Manuel Fraga à frente da Junta da Galiza naqueles anos. Em 2000 viu-se obrigado a abandonar o cargo precipitadamente, precisamente ao se conhecer o milionário buraco contável por desvio de dinheiro procedente de ajudas públicas destinadas à formaçom.

Se bem Antonio Ramilo, morto em 2006, nom poderá responder na barra do tribunal por este monumental caso de corrupçom, devido à demora de 11 anos no julgamento dos factos, o conjunto da sociedade galega pode contemplar o que verdadeiramente há por trás dos discursos empresariais de "responsabilidade", "competitividade", "flexibilidade" e "uniom frente à crise": Um bando de "empreendedores" delinqüentes que nom só se lucram da força de trabalho de milhares de trabalhadores e trabalhadoras, como também das ajudas convocadas polas instituiçons públicas, que desviam para os seus "negócios".


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