Que os supermercados Froiz exploram quanto podem as suas trabalhadoras e trabalhadores nom é nengumha novidade. Tampouco que, como agora, organizem um suposto “curso de auxiliar de comércio” de 260 horas de duraçom para se aproveitar do trabalho quase gratuito de um número indeterminado de mulheres trabalhadoras, durante 5 horas diárias de segundas-feiras a sábados, por 14 euros, para finalmente só oferecer contratos a 40% das participantes.
Todo isso entra na lógica do atual mercado laboral, eufemisticamente definido como “flexível”, e da falta de escrúpulos dos empresários, que contam com umha legislaçom à medida do seu afám de sanguessugas para se enriquecerem ao máximo à custa da desesperaçom das trabalhadoras e trabalhadores.
A novidade está em que é umha instituiçom pública, neste caso o Concelho de Ferrol em maos do PP, que promove esta iniciativa disfarçada de “práticas laborais” dirigidas a mulheres com especiais dificuldades económicas e, portanto, vulneráveis à exploraçom de um setor especialmente caraterizado pola precariedade.
“Casualmente”, o curso decorre durante os meses de verao, quando o pessoal habitual está de férias, o que permite à cadeia de supermercados cobrir 14 supermercados da comarca de Ferrol com mao de obra barata estes meses. O abuso é evidente e a participaçom do governo municipal do PP ajudando na organizaçom, à escolha das “afortunadas” e na promoçom da iniciativa é intolerável, que realiza, por exemplo, na sua página web.
NÓS-Unidade Popular quer denunciar a impunidade com que se desenvolvem práticas de pura exploraçom como esta, que demonstram os objetivos reais das reformas do mercado laboral num contexto marcado polo crescente empobrecimento da classe trabalhadora.
As duras condiçons laborais existentes em Ferrol exigem um governo municipal comprometido do lado dos trabalhadores e trabalhadoras, mas temos um constituído em lacaio de empresários sem escrúpulos como os donos dos supermercados Froiz.
Por todo o anterior, NÓS-UP exige a imediata suspensom dessa iniciativa por parte do governo municipal ferrolano e a intervençom da Inspeçom de Trabaho perante umha fraudulenta manobra exploradora como a que denunciamos.
Assembleia Comarcal de NÓS-Unidade Popular em Trasancos
Ferrol, 12 de julho de 2012


